- O presidente Lula nomeou Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário executivo do Ministério da Justiça, como ministro interino da pasta, após a saída de Ricardo Lewandowski; a exoneração e a nomeação foram publicadas em edição extra do Diário Oficial.
- Lula sinaliza que pode demorar para escolher o substituto definitivo de Lewandowski, avaliando manter a Justiça e a Segurança sob ministérios separados ou dividir a pasta.
- A possibilidade de criar uma pasta exclusiva para a segurança gerou resistência interna no PT, com disputa interna por duas vagas.
- Entre os nomes cotados para a pasta da Segurança estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho, deputada Delegada Adriana Accorsi e Francisco Lucas Veloso; há ainda apoio a Marco Aurélio de Carvalho.
- O interino Manoel Carlos conta com apoio de Lewandowski, e há debate sobre composição política, com chances de ministérios terem mudanças antes de abril; o senador Rodrigo Pacheco é citado, mas há controvérsias sobre sua indicação, e Jorge Messias precisa passar pela sabatina.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Manoel Carlos de Almeida Neto, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, como ministro interino da pasta. A exoneração de Ricardo Lewandowski e a nomeação interina foram publicadas em edição extra do Diário Oficial.
A decisão sinaliza atraso na definição do novo titular definitivo da Justiça. Lula cogita dividir o ministério, criando uma pasta exclusiva para a Segurança, mas ainda avalia as condições para isso.
A saída de Lewandowski e o debate sobre a separação de atribuições provocam disputa interna no PT pelo preenchimento da área de Segurança. A cadeira ainda não tem nome oficial.
No centro das negociações estiveram Andrei Rodrigues, da PF, e Vinícius Carvalho, da CGU, disputando a vaga de Segurança. Outros cotados foram Adriana Accorsi e Francisco Lucas Veloso.
Entre apoiadores, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o ministro Wellington Dias defendem o nome do atual secretário de Segurança do estado. Marco Aurélio de Carvalho também é visto como opção interna.
O interino Manoel Carlos conta com apoio de Lewandowski para permanecer à frente da Justiça. Ainda assim, há resistência interna e nomes como Wellington Cesar Lima e Silva, da AGU, também aparecem no radar.
A mudança também envolve estratégias políticas: até abril, cerca de 20 dos 38 ministros deverão deixar o governo para as eleições, abrindo espaço para recomposição. O PSB pode ser um dos partidos a ganhar espaço.
Messias, atual Advogado-Geral da União, enfrenta sabatina no Senado após a reavaliação do Planalto. Lula participou de terreno que diminuiu resistências, indicando menor oposição à nomeação.
Disputa interna no PT e cenários futuros
A tensão interna envolve pautas de segurança, Justiça e a composição de coalizões. Deputados e senadores miram cargos e alianças para 2026, mantendo a articulação com as bancadas aliadas.
O que vem a seguir
A escolha definitiva pode ocorrer conforme avançam as interlocuções na base aliada. Enquanto isso, a pasta segue sob gestão interina, com sinais de que novos nomes serão avaliados conforme o desenho político do governo. Fonte: agência Brasil
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