- O primeiro-ministro da a sul australiana negou ter pressionado o conselho do Adelaide Writers’ Week para excluir Randa Abdel-Fattah, mas afirmou que não apoiava a participação da pesquisadora no evento.
- O conselho decidiu cortar Abdel-Fattah da programação, citando “sensibilidade cultural” após o ataque de Bondi.
- O premier disse que não pode orientar o Conselho por lei, mas deixou claro que o governo estadual não apoiava a inclusão da pesquisadora.
- No sábado, 11 personalidades da área cultural endossaram um pedido de reintegração de Abdel-Fattah, afirmando que a decisão foi um erro grave.
- A carta questionou também o apoio do conselho à diretora do Adelaide Writers’ Week, Louise Adler, que lidera a edição de 28 de fevereiro a 4 de março.
O premier de Adelaide negou ter pressionado o conselho do festival para cancelar a participação de Randa Abdel-Fattah no Adelaide Writers’ Week, mantendo que concorda com a decisão tomada pela diretoria. A divulgação ocorreu após o Conselho ter retirado a participação da acadêmica palestino-australiana, citando sensibilidade cultural.
A decisão foi comunicada na quinta-feira e gerou debate sobre liberdade de expressão e políticas de inclusão. O projeto do Adelaide Writers’ Week, marcado entre 28 de fevereiro e 4 de março, é coordenado pela diretora Louise Adler, cujas decisões também foram alvo de questionamentos.
No sábado, 11 personalidades da cultura enviaram uma carta ao premier e aos membros do conselho, pedindo a reintegração de Abdel-Fattah. A correspondência foi estruturada por Rob Brookman, ex-líder histórico do festival, e assinada por nomes que já ocuparam funções relevantes no evento.
A carta descreveu a exclusão como um erro grave que mancha a reputação do festival e do Writers’ Week. Os signatários argumentaram que reverter a decisão seria um passo necessário para proteger a integridade da instituição cultural.
Segundo o documento, o conselho também enfrentaria dúvidas sobre o apoio à diretora do festival, questionando-se a continuidade de Adler à frente da mostra. Em 2023, Adler já tinha defendido a participação de palestrantes palestinos, mesmo sob críticas.
A assessoria do festival e Adler foram contatadas para comentar o caso, mas até o momento não houve manifestação pública adicional. O tema continua em pauta entre lideranças culturais e a comunidade local.
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