- Michael Steele, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano, afirma que instituições dos EUA cederam rapidamente a Trump, o “bully”, perto do primeiro aniversário de sua segunda posse.
- Ele prevê vitória democrata nas eleições de meio mandato, com eleitores buscando responsabilizar o presidente e aliados por ameaças à democracia.
- Trump teria pressionado escritórios de advocacia e universidades de elite, com ameaças como retirada de clearances de segurança, restrição de acesso a edifícios federais e contratos governamentais; muitos acordos envolveram serviços pro bono e congelamento de recursos federais, com Harvard entre os que resistiram.
- Surgiram sinais de dissidência, como protestos de milhares de pessoas e a reintegração de Jimmy Kimmel pela Disney, após controvérsia envolvendo declarações sobre Charlie Kirk.
- Steele ressalta que, mesmo com possível recuo de ritmo de Trump, seus aliados devem manter a agenda, e defende responsabilização de todos os gestores públicos — não apenas do presidente — para as eleições de 2026.
Michael Steele, ex-presidente do RNC, afirma que instituições americanas cederam rapidamente a Trump, a “bully”, durante o primeiro ano dele no cargo. Em entrevista, ele destaca o papel de escritórios de advocacia, universidades e meios de comunicação na erosão de freios e contrapesos.
O analista político, de 67 anos, prevê vitória significativa dos democratas nas eleições de meio de mandato. Segundo Steele, há uma demanda crescente da população por responsabilizar o presidente e aliados por ameaçar a democracia.
Steele foi o primeiro negro a chefiar o RNC e hoje é comentarista na rede MS NOW. Ele sustenta que o governo adotou uma estratégia rápida e abrangente, que sobrecarregou instituições e processos, tornando a resistência mais difícil.
Contexto
Ele aponta que escritórios de advocacia que resistiram enfrentaram pressões, com ameaças de cortes de acesso a licenças e contratos. Universidades também viram congelamento de recursos federais, levando a ajustes financeiros e orçamentários para manter apoio público.
Steele observa que, embora o ritmo de Trump possa diminuir, aliados continuam alinhados com suas diretrizes. Segundo ele, nomes como Steve Bannon e Stephen Miller podem manter ações políticas mesmo com mudanças no cenário presidencial.
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