- Hugh Menai-Davis, de seis anos, faleceu de rhabdomiossarcoma após tratamento, e os pais dizem ter enfrentado, durante a internação, dificuldade financeira pela falta de apoio financeiro legal.
- A prática jurídica atual no Reino Unido oferece suporte apenas a bebês doentes; pais de crianças graves precisam tirar quatro semanas de licença não remunerada, cinco dias de licença de cuidador ou recorrer a benefícios, que costumam demorar.
- Os pais defendem a criação de uma legislação chamada Hugh’s Law, que garanta suporte financeiro a famílias com crianças hospitalizadas por longos períodos; o governo está analisando a proposta desde novembro.
- O Brentford Football Club será a primeira empresa britânica a adotar os princípios da Hugh’s Law, concedendo doze semanas de salário integral aos funcionários com filho gravemente doente.
- Aproximadamente quatro mil crianças por ano passam mais de dois meses no hospital; os familiares dizem que a medida pode aliviar o peso financeiro e a pressão sobre as famílias.
O que aconteceu: pais de crianças gravemente doentes dizem ficar sem apoio financeiro quando precisam se afastar do trabalho. O caso envolve Hugh Menai-Davis, diagnosticado com câncer raro aos cinco anos e falecido aos seis, em Cambridge.
Quem está envolvido: Frances e Ceri Menai-Davis, pais de Hugh, e Brentford FC, clube que anunciou aderir aos princípios de Hugh’s Law.
Quando e onde: Hugh foi diagnosticado em outubro de 2020; faleceu em setembro do ano seguinte, em Addenbrooke’s Hospital, Cambridge, no Reino Unido. O clube Brentford fará a implementação na segunda-feira seguinte ao anúncio.
Por que aconteceu: os pais tiveram que sacrificar o trabalho para ficar ao lado do filho durante 10 meses de tratamento, incluindo radioterapia, sem apoio financeiro estável. Atualmente, leis britânicas oferecem benefício apenas até o primeiro mês de vida.
O que é Hugh’s Law: o movimento propõe uma proteção financeira para pais de crianças em hospitalização de longa duração, com licença remunerada e estabilidade no emprego. O governo disse considerar a proposta no âmbito de uma revisão iniciada em novembro.
Determinantes recentes: estima-se que cerca de 4 mil crianças passam mais de dois meses internadas por ano no país. Brentford FC será a primeira empresa britânica a adotar a política de 12 semanas de licença com pagamento integral.
Perspectiva dos envolvidos: os Menai-Davis ressaltam que a pressão financeira amplifica o sofrimento de famílias em crise. O clube afirma que a medida prioriza o bem-estar dos colaboradores e oferece suporte durante o cuidado parental.
Contribuição institucional: a adoção por Brentford foi recebida como sinal de mudança prática, com ganhos para famílias que enfrentam doenças graves de crianças. A iniciativa mostra como políticas corporativas podem influenciar políticas públicas.
Fontes e continuidade: a história de Hugh continua a inspirar debates sobre proteção a famílias em torno de pacientes críticos. A imprensa acompanha a evolução da proposta e as futuras adesões de outras organizações.
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