- Cerca de 350 tratores foram vistos em Paris na terça-feira 13, em protesto contra o acordo UE-Mercosul, com expectativa de até 500 veículos.
- O protesto ocorreu após o governo francês ter se manifestado contra a assinatura, que acabou sendo aprovada em votação vencida.
- A FNSEA, principal sindicato agrícola, pediu ações concretas e a abertura de negociação com o primeiro-ministro.
- O governo anunciou um pacote de 300 milhões de euros para o setor, além de medidas como ampliar licenças para abate de lobos e destravar projetos de irrigação.
- Os agricultores também pressionam por moratória sobre temas relacionados à água e pela suspensão de parte da legislação sobre dispersão de fertilizantes.
Cerca de 350 tratores foram registrados em Paris nesta terça-feira (13) para protestar contra o acordo UE-Mercosul, exigiando ações concretas do governo francês. O ato ocorreu na Assembleia Nacional, em meio a críticas ao que os agricultores consideram impactos econômicos e climáticos da assinatura prevista para este fim de semana.
O movimento foi liderado pela FNSEA, principal sindicato agrícola da França, com Damien Greffin, vice-presidente da entidade, pedindo reunião com o primeiro-ministro. Em Paris, a manifestação reuniu também membros de outras organizações do setor, como Coordenação Rural e Confederação Camponesa, que participaram dos protestos da semana anterior.
O governo francês abriu canal de diálogo, mesmo com posição contrária à assinatura do acordo. Maud Bregeon, porta-voz, afirmou à TV local que as conversas continuam, enfatizando temas como água e adaptação à mudança climática. O governo aprovou, na sexta-feira passada, um pacote de 300 milhões de euros para o setor.
Contexto e desdobramentos
As autoridades destacam medidas para ampliar irrigação e ajustes setoriais, enquanto as entidades agropecuárias cobram moratória para temas hídricos e suspensão de críticas pontos regulatórios de fertilizantes. A tensão cresce em meio a votações de moções de censura previstas para esta semana.
A assinatura do acordo UE-Mercosul divide atenções políticas na França, que já enfrenta oposição interna e pressões de agricultores diante de dificuldades climáticas e econômicas. Com a mobilização de tratores, o movimento busca ampliar o alinhamento entre demandas do campo e respostas do governo.
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