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Autoridades da Louisiana buscam extradição de prestador de aborto na Califórnia

Louisiana pede extradição de médico da Califórnia por envio de pílulas abortivas a mulher na Louisiana, em meio à disputa sobre leis de escudo estadual

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Louisiana attorney general Liz Murrill speaks to the media during a press conference on 01 January 2025 in New Orleans, Louisiana.
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  • Autoridades da Louisiana solicitaram a extradição do médico da Califórnia Remy Coeytaux, acusado de ter enviado pílulas de aborto a uma mulher que mora no estado.
  • Ele é indiciado por violar lei local que proíbe o aborto por meio de drogas abortivas, com pena potencial de multa e até cinquenta anos de trabalho forçado.
  • a ação ocorre em meio a um acirramento entre estados que protegem direitos ao aborto e aqueles que o proíbem.
  • documentos indicam que as pílulas foram enviadas em outubro de 2023 via Aid Access; não há confirmação de coerção da mulher envolvida no caso de Rosalie Markezich.
  • o procurador-geral Liz Murrill disse que continuarão a combater o envio ilegal de pílulas para a Louisiana e a agir contra estados que protegem esses médicos, sem confirmar ligação com Markezich.

O estado da Louisiana pediu a extradição de um médico da Califórnia, Remy Coeytaux, que, segundo autoridades, enviou comprimidos de aborto para uma mulher residente no sul do país. A acusação envolve violar uma lei local que proíbe aborto realizado com drogas. Se condenado, ele pode pagar multas e cumprir até 50 anos de trabalho forçado.

A ação marca um novo embate entre estados que protegem o direito ao aborto e aqueles que o restringem. Louisiana é um dos mais de 12 estados que praticamente baniram o procedimento; a Califórnia, por sua vez, tem leis que buscam shield laws para proteger provedores do aborto de extradição ou de processos em outros estados.

Coeytaux já foi apontado em documentos oficiais como o responsável por enviar os comprimidos, via Aid Access, a uma mulher na Louisiana em outubro de 2023. A origem do envio surgiu em setembro, quando Louisiana ingressou em uma ação federal para limitar o acesso à pílula mifepristona.

Contexto legal

Segundo registros divulgados pelo gabinete da procuradora-geral Liz Murrill, a médica entregou os remédios à mulher no estado, mas a vítima não indicou ter sido coagida a tomar as pílulas. O documento não confirma coerção, alimentando debates sobre os fatos.

O porta-voz do gabinete de Murrill não confirmou se a extradição está ligada ao caso de Rosalie Markezich, citada em procedimentos anteriores. A defesa de Markezich está sob análise, e novas acusações podem surgir, segundo a gestão estadual.

Grupos de defesa e políticos ligados a ações judiciais sobre o aborto não responderam de imediato a pedidos de comentário. Em paralelo, autoridades da Califórnia não houve resposta imediata.

O cenário nacional acompanha disputas semelhantes. Em Texas, uma ação contra uma médica de Nova York envolveu envio de pílulas para um estado com forte oposição ao aborto, mas a defesa baseada na shield law de Nova York travou a extradição. Em 2023, Louisiana também tentou extraditar outra médica de Nova York, mas o governo de Nova York indicou que não executaria a extradição.

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