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Ex-presidente do Panamá se declara inocente em julgamento ligado à Odebrecht

Ex-presidente Ricardo Martinelli declara-se inocente em julgamento por propinas da Odebrecht; caso envolve lavagem de dinheiro e 59 milhões de dólares

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
O ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli, em foto de 2023 – foto: Roberto Cisneros/AFP
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  • Ex-presidente Ricardo Martinelli declarou-se inocente em julgamento por supostas propinas da Odebrecht, iniciado por videoconferência no Panamá.
  • A Odebrecht admitiu ter pago 59 milhões de dólares em propinas para garantir contratos durante o governo de Martinelli, incluindo o metrô, a rodovia costeira e a expansão do aeroporto.
  • A promotora Ruth Morcillo afirmou que o Ministério Público buscará a condenação por lavagem de dinheiro; Martinelli é julgado ao lado de 20acusados.
  • Martinelli está exilado na Colômbia e enfrenta pena de 12 anos de prisão; em 2025 pediu asilo para evitar prisão em outro caso.
  • O julgamento acontece na Suprema Corte e deve terminar até 13 de fevereiro, com a juíza devendo anunciar a sentença em até 30 dias.

O ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, declarou-se inocente nesta segunda-feira, 12, em julgamento remoto no Panamá. Ele é acusado de lavagem de dinheiro relacionado a propinas pagas pela Odebrecht. Ao lado de outras 20 pessoas, ele negou as acusações durante a audiência transmitida por vídeo para o tribunal do país.

Martinelli, de 73 anos, está exilado na Colômbia desde 2025, quando solicitou asilo para fugir de uma pena de quase 11 anos em outro processo de lavagem de dinheiro. A promotoria afirma que houve dinheiro de origem ilícita ligado à Odebrecht que circulou no processo, ainda que não depositado diretamente em contas pessoais do ex-presidente.

A Odebrecht reconheceu ter pago 59 milhões de dólares em propinas para garantir contratos no governo do Panamá, incluindo obras como o metrô, rodovia costeira e a expansão do aeroporto. Em território panamenho, o processo envolve Martinelli, o ex-ministro do governo dele e familiares ligados ao ex-presidente, todos acusados de lavagem de dinheiro.

O que está em jogo

A audiência, realizada na Suprema Corte da Cidade do Panamá, havia sido adiada várias vezes por recursos apresentados pelos acusados. A promotoria sustenta que houve recebimento de valores com conhecimento de sua origem ilícita, configurando lavagem de dinheiro.

Entre os acusados também aparecem o ex-presidente Juan Carlos Varela e dois filhos de Martinelli, que possuem imunidade parlamentar e, por isso, serão julgados pela Suprema Corte de Justiça. Ambos os grupos enfrentam restrições de viagem impostas pelos EUA, que também os acusa de corrupção.

O julgamento deve ser concluído até 13 de fevereiro, e a juíza terá 30 dias após para proferir a sentença. O acervo do caso soma cerca de 2.800 volumes, dificultando a totalidade de sua leitura no tribunal.

Contexto regional e desdobramentos

Caso similar envolve ex-governantes peruanos e outros líderes latino-americanos apontados por esquemas de propinas, destacando o alcance internacional das investigações. Autoridades panamenhas e internacionais observam desdobramentos que podem influenciar decisões judiciais em outros parlamentos e cortes.

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