- O governador Gavin Newsom reafirma a oposição à medida que taxaria bilionários na Califórnia, caso possa ir a voto em novembro.
- A iniciativa, chamada Lei de Imposto dos Bilionários de 2026, propõe cobrança única de 5% sobre quem tenha patrimônio superior a US$ 1 bilhão.
- A proposta precisa de cerca de 900 mil assinaturas para levar a voto e tem apoio da SEIU, que afirma que a arrecadação apoiaria saúde e educação públicas.
- Grandes bilionários de tecnologia criticam a medida; Sergey Brin e Larry Page transferiram ativos para fora do estado, e Peter Thiel doou US$ 3 milhões a um comitê contra o imposto.
- Newsom diz que a medida pode isolar a Califórnia e cita casos de Brin e Page como evidência, destacando reuniões com a direção da SEIU para coordenar a oposição.
Gavin Newsom intensificou sua oposição a uma proposta de taxação de bilionários na Califórnia. A medida, que pode ir a votação em novembro, prevê um imposto único de 5% sobre pessoas com patrimônio superior a US$ 1 bilhão. O objetivo seria financiar serviços públicos.
Em entrevistas a Politico e ao New York Times, o governador afirmou que busca neutralizar a proposta e proteger o estado. Caso o texto seja aprovado, Newsom não poderia vetar o imposto por ser uma iniciativa direto ao eleitor.
A iniciativa, chamada de Lei do Imposto aos Bilionários de 2026, já enfrenta resistência de algumas das maiores fortunas do estado. Fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page, transferiram ativos para fora da Califórnia, segundo reportagens recentes.
Peter Thiel, fundador da Palantir, doou US$ 3 milhões em dezembro a um comitê de ação política que atua contra a taxação. Newsom citou esses exemplos para embasar a tese de que o imposto afastaria empresas do estado.
O governador disse ainda que houve diversas frentes de atuação para impedir a proposta, incluindo reuniões com líderes sindicais e assessoria direta a organizações contrárias. A SEIU é uma das principais apoiadoras da medida, defendendo que a arrecadação abasteceria saúde pública e educação.
Entre empresários e grupos de lobby, como a California Business Roundtable, o argumento é semelhante: a taxação poderia reduzir investimentos no estado. Newsom compartilhou a leitura de que o movimento confirma seus temores de impacto negativo.
Caso aprovada, a lei concederia cinco anos para pagamento do imposto. A campanha para coletar assinaturas já alcançou parte do quórum necessário, com o objetivo de alcançar 900 mil apoios para levar o tema aos eleitores.
A polêmica transforma este ano em um palanque político relevante na cena da tecnologia e da política californiana, com apoiadores e opositores mobilizados. A disputa promete atrair atenção nacional nos próximos meses.
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