- O pop star e candidato de oposição Bobi Wine, cujo nome legal é Robert Kyagulanyi, disse ter sido espancado, eletrocutado com taser, e atacado com gás de pimenta e petróleo durante a campanha contra o presidente Yoweri Museveni.
- Wine, de quarenta e três anos, permanece líder na oposição em meio à violência eleitoral, apesar de a disputa parecer difícil contra Museveni, que está no poder desde mil novecentos oitenta e seis.
- Além da violência, a campanha de Wine tem mobilizado milhões de jovens descontentes, tornando-o o adversário mais forte de Museveni em anos, num momento em que o presidente avalia uma possível sucessão.
- O governo afirmou que as forças de segurança agiram apenas quando apoiadores de Wine bloquearam trânsito ou realizaram eventos fora dos horários permitidos.
- A oposição continua dividida, com seis outros candidatos concorrendo contra Museveni, e Wine prometeu foco no Estado de direito, no emprego e no combate à corrupção, enquanto críticas apontam falta de propostas específicas.
Bobi Wine, nome artístico de Robert Kyagulanyi, afirmou ter sido agredido durante a campanha contra o presidente Yoweri Museveni. Segundo o jornalista, Wine relatou ter sido espancado, eletrocutado com taser, além de ter sido alvo de gás lacrimogêneo e spray de pimenta em eventos de campanha.
O músico de 43 anos é uma das vozes da oposição mais fortes no país, que busca transformar a cena política após quase um quarto de século no poder. A violência em atos eleitorais, segundo ele, não surpreende, pois sua atuação se apoia na denúncia de um regime que chama de ditatorial.
Wine concorre com Museveni, que está no poder desde 1986, em uma eleição marcada para esta quinta-feira. Com 81 anos, Museveni é visto como favorito por parte do eleitorado, enquanto o oposicionista tenta mobilizar milhões de jovens descontentes.
Contexto político e eleitoral
Museveni tem evitado abrir espaço para críticas à transição de poder, sinalizando preferir uma gestão de continuidade. A campanha de Wine enfatiza o restabelecimento do estado de direito, maior emprego e combate à corrupção, embora receba críticas sobre a falta de propostas mais específicas.
Diversos membros da oposição disputam o mesmo pleito, sem que haja unidade entre eles. A tutela do regime frente a atos de violência tem sido defendida pelas autoridades, que dizem ter atuado apenas quando regras de campanha foram violadas.
Violência e repercussões
Relatos de repressão durante a campanha incluem prisões em massa de apoiadores e, em ocasiões anteriores, uso de força letal pela polícia. O cenário eleitoral leva a perguntas sobre a possibilidade de novas tensões no dia da votação e nos dias que a seguem.
Entre na conversa da comunidade