- Promotores sul-coreanos pediram a pena de morte para o ex‑presidente Yoon Suk Yeol em julgamento por insurreição ligado à tentativa de decretar estado de guerra em dezembro de 2024.
- A acusação descreve o caso como destruição grave da ordem constitucional por forças antiestado, afirmando que Yoon violou a segurança do Estado e a liberdade do povo.
- Pelo código penal sul-coreano, o líder da insurreição pode receber pena de morte, prisão perpétua com trabalho ou sem trabalho; o veredito deve sair em meados de fevereiro.
- Os promotores também solicitaram prisão perpeta com trabalho para o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, afirmando que ele atuou em conjunto com Yoon na conspiração.
- O caso marca o primeiro processo de insurreição contra um presidente sul-coreano desde a década de noventa, com outros desdobramentos legais envolvendo o ex‑mandatário em andamento.
O Ministério Público sul-coreano pediu a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol no caso de insurreição ligado à tentativa de declarar estado de guerra em dezembro de 2024. O processo é o primeiro de insurreição envolvendo um chefe de Estado sul-coreano em três décadas, e tramita na Corte Distrital Central de Seul.
Os procuradores afirmam que o episódio configurou “destruição grave da ordem constitucional por forças antiestatais” e que Yoon violou de forma direta a segurança do Estado e a liberdade do povo. A pena máxima prevista pelo código penal sul-coreano para líder de insurreição é a morte.
Kim Yong-hyun, ex-ministro da Defesa, foi acusado de atuar como líder conjunto da conspiração e os procuradores pedem prisão perpéua com trabalho para ele, destacando que teria “andado em linha” com Yoon durante o esquema.
Detalhes do caso
A defesa afirma que Yoon ordenou o envio de tropas à Assembleia Nacional na noite de 3 de dezembro de 2024 para impedir votação que pudesse legitimar o fim do estado de exceção. A crise durou cerca de seis horas, até que parlamentares romperam cercos militares e aprovaram uma resolução de emergência.
O Parlamento destituiu Yoon em dezembro de 2024 e, em abril de 2025, o tribunal constitucional afastou o ex-presidente do cargo. O julgamento de insurreição é parte de uma ofensiva jurídica que envolve mais de 120 investigados, em investigações sobre corrupção, abuso de poder e outras irregularidades.
Contexto processual
Segundo a acusação, Yoon já planejava a operação antes de outubro de 2023, com a intenção de concentrar poder por meio de governança de longo prazo. Entre provas citadas estão cadernos e mensagens de celular que supostamente detalham táticas para coagir autoridades eleitorais e cortar energia a veículos de mídia.
A equipe jurídica do ex-presidente contesta as acusações, destacando que o objetivo do Ministério Público é punir pela oposição e por críticas políticas. O tribunal deve proferir a sentença prevista para meados de fevereiro.
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