- Após a morte de uma observadora do ICE em Minneapolis, surgiram várias brigadas de visibilidade em cidades americanas para protestos em viadutos, com mensagens curtas visíveis para motoristas.
- Os cartazes são improvisados e exibidos em pontos altos sobre rodovias, buscando atingir motoristas durante o rush e alcançar áreas regionais.
- Protestos já ocorreram em Missoula (Montana), Paramus (Nova Jersey), Palo Alto (Califórnia), St. Paul (Minnesota) e Louisville (Kentucky), entre outros.
- As ações são organizadas por redes como Visibility Brigade e 50501, com mais de duzentas brigadas formadas desde março de 2025; alguns eventos chegam a milhares de visualizações diárias.
- As iniciativas combinam mensagens diretas com elementos criativos e atividades públicas, como performances rápidas e figurinos, visando manter a mobilização semanal.
Protestos em viadutos se tornam ferramenta de visibilidade local após caso com ICE. Em Missoula, Montana, uma brigada instalou mensagens em uma passarela durante o horário de pico, após a morte de uma observadora do ICE em Minneapolis. A ação reuniu cerca de 20 pessoas na South Reserve Street Pedestrian Bridge.
Os cartazes, feitos com papel recortado e cola, foram estendidos com elásticos para serem vistos por milhares de motoristas que passavam. A ideia é chamar a atenção de de fora para dentro de comunidades que costumam ter tonalidades partidárias distintas, segundo organizadores.
A mobilização ganhou força em várias cidades. Em Paramus, New Jersey, sinais foram colocados sobre a rodovia Route 4; em Palo Alto, na Califórnia; em St Paul, Minnesota; e em Louisville, Kentucky. As ações são rápidas, de alto impacto visual, e buscam pressionar a opinião pública local.
A origem das iniciativas está na organização Visibility Brigade e em grupos como 50501. Os organizadores destacam ações de baixo custo, repetidas semanalmente, com o objetivo de manter a mensagem constante no dia a dia dos motoristas. Em Clinton, New Jersey, uma brigada chegou a reunir 35 pessoas numa ponte monitorada por gelo.
Segundo lideranças, a estratégia foca a visibilidade local para ampliar o alcance de mensagens políticas sem depender de grandes manifestações nacionais. A ideia é que as pessoas percebam que o problema existe próxima a elas e que podem agir sem a necessidade de grandes eventos.
Profissionais ligados às brigadas afirmam que o formato de protesto gera “prova social” ao exibir participação contínua de moradores locais. Eles ressaltam que o público tende a reagir de modo mais espontâneo quando observa ações recorrentes próximo de casa.
A exemplo de outras ações, as brigadas também utilizam recursos digitais para organizar eventos. Plataformas locais ajudam a divulgar as ações, com participação de voluntários e criadores de conteúdo que disseminam as mensagens de forma descentralizada.
Críticas e apoiadores coexistem. Enquanto alguns motoristas respondem com buzinaços e curiosidade, outros demonstram apoio com acenos e sinais de aprovação. O objetivo é manter a ação simples, sustentável e constante ao longo do tempo.
Expansão e impacto
Desde março de 2025, mais de 250 brigadas de visibilidade foram formadas nos EUA, segundo organizadores. O movimento busca ampliar ações locais para além de grandes protestos nacionais, mantendo a pressão constante sobre políticas associadas ao governo atual.
Pesquisadores destacam que ações contínuas em nível local podem ampliar o engajamento cívico. Os organizadores afirmam que a comunicação constante ajuda a manter a conscientização sobre questões de políticas públicas em diferentes comunidades.
Outras iniciativas visam transformar protestos em redes de apoio: comunidades criam recursos, redes de ação e solidariedade que ajudam moradores a se envolverem em mobilizações futuras. O foco permanece na participação local e na construção de uma base de ações repetidas.
Entre na conversa da comunidade