- Delcy Rodríguez comanda a Venezuela sob supervisão dos EUA; seu irmão, Jorge Rodríguez, preside a Assembleia Nacional desde 2021, liderando o Legislativo com maioria socialista e — segundo fontes — pode liderar mudanças na legislação de petróleo para permitir mais empresas estrangeiras.
- Diosdado Cabello, ministro do interior, controla a DGCIM e os colectivos; é visto como o principal executor da opressão, enfrenta indiciamento dos EUA por narcoterrorismo e há recompensa de 25 milhões de dólares pela sua captura.
- Vladimir Padrino López, ministro da defesa, comanda as forças armadas e é visto como crucial para evitar vazio de poder; é mais flexível que Cabello e já manteve o cargo por mais de onze anos, apesar de acusações e recompensa de captura.
- Maria Corina Machado, líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, foi impedida de concorrer em 2024; segue em atuação política e mantém contatos com parte do governo; Trump disse que ela não tem apoio para governar.
- Funções-chave dos EUA envolvidas no caso: Marco Rubio e John Ratcliffe conduzem ações de pressão, Stephen Miller enfatiza a agenda de imigração, Pete Hegseth coordena operações militares e Chris Wright atua sobre a política energética, incluindo o papel de empresas de petróleo.
Delcy Rodríguez lidera a Venezuela sob supervisão dos EUA, segundo fontes ouvidas por Reuters, com o governo de Nicolás Maduro buscando manter interlocutores estáveis para tratar de questões como condições eleitorais e liberação de prisioneiros.
Jorge Rodríguez, irmão da substituta de Maduro, preside a Assembleia Nacional desde 2021, numa legislatura dominada pela maioria do Partido Socialista. A pauta envolve reformas legislativas, inclusive mudanças na legislação de petróleo para permitir atuação de mais empresas estrangeiras.
Diosdado Cabello, atual ministro do Interior, é apontado como o principal executor das ações de segurança, com influência sobre a DGCIM e grupos alinhados ao governo. Autoridades dos EUA o consideram alvo potencial de ações legais caso não coopere com a interlocução com Rodríguez.
Vladimir Padrino, ministro da Defesa, comanda as Forças Armadas e é visto como crucial para evitar um vazio de poder durante a transição. Ele mantém lealdade à liderança de Rodríguez, ao mesmo tempo em que já enfrenta uma acusação de contrabando de drogas nos EUA.
Maria Corina Machado surge como líder da oposição e ganhadora de prêmios, incluindo o Nobel, mas teve o direito de disputar as eleições gerais negado pelo governo de Maduro. A ex-candidata tem relação próxima com parte de integrantes do governo, segundo apuração.
Nos Estados Unidos, Marco Rubio, secretário de Estado interino e conselheiro de segurança nacional, atua como rosto público da pressão sobre a Venezuela e mantém contato direto com Rodríguez para alinhar posições aos interesses norte-americanos.
John Ratcliffe, diretor da CIA, integra o núcleo de tomada de decisões sobre a Venezuela, participando de reuniões com líderes do governo americano e de agências de segurança. A agência teve papel-chave na operação que resultou na saída de Maduro do país.
Stephen Miller, assessor sênior da Casa Branca, lidera políticas de imigração com foco na região, enquanto Pedro Hegseth, secretário de Defesa, comandou manobras militares recentes no Caribe e coordena possíveis novas ações.
Pete Hegseth e Chris Wright, respectivamente secretário de Defesa e de Energia dos EUA, integram a estratégia militar e energética voltada à Venezuela, incluindo o possível retorno de companhias como Chevron, ConocoPhillips e ExxonMobil ao setor petrolífero venezuelano.
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