- O centro islâmico Al Madina Dawah, em Bankstown, afirmou no Facebook que está permanentemente fechado, após ficar sob escrutínio desde o ataque em Bondi.
- O Conselho de Canterbury Bankstown emitiu uma diretriz de cessar uso, alegando que o espaço nunca teve aprovação para funcionar como sala de oração, sendo aprovado apenas como centro médico.
- O premier de New South Wales, Chris Minns, anunciou planos para ampliar os poderes dos conselhos para fechar locais de culto ilegais, com multas mais altas para uso sem consentimento de desenvolvimento.
- O centro afirmou que está “mudando para fechar” e abriu processo de mudança de uso junto ao conselho; a instituição reiterou que Haddad não tem cargo de gestão, apenas participação como palestrante convidado.
- Há alegações de que Naveed Akram, um dos atiradores de Bondi, era seguidor de uma linha de pregação ligada a Haddad, posição contestada pelo grupo Al Madina.
O Centro Al Madina Dawah, em Bankstown, anunciou a dissolução permanente de suas atividades após avaliação de autoridades locais. A decisão ocorre após o Conselho de Canterbury-Bankstown emitir uma ordem de cessação de uso ao local, ligado ao clérigo Wisam Haddad, desde a investigação sobre o atentado de Bondi.
Segundo o governo local, o espaço nunca teve aprovação para funcionar como sala de oração e operava como centro médico. A confirmação da medida veio pouco após a divulgação da decisão administrativa, que visa impedir uso indevido do imóvel.
A decisão ocorre no contexto de um conjunto de mudanças regulatórias anunciadas pelo governo de NSW, com maior poder aos conselhos para interromper locais de culto considerados ilegais. As novas regras também elevam multas por uso indevido de imóveis.
Situação atual do centro
A prefeitura afirmou que a cessação de uso tem efeito imediato e que ações adicionais poderão seguir em caso de não conformidade. O Centro Al Madina Dawah informou, em nota, que está temporariamente pausando as operações para atender aos requisitos de planejamento e à mudança de uso solicitada.
A gestão do centro, representada pelo Al Madina Group, reiterou que Haddad não ocupa cargo de gestão e que sua participação se restringe a palestras ocasionais. Em comunicado anterior, a organização também negou vínculos entre Haddad e o suposto autor do ataque.
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