- Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego (EEOC) solicita à Universidade da Pensilvânia que forneça nomes e informações pessoais de membros judeus da comunidade, incluindo e-mails, telefones e endereços.
- Grupos de docentes condenam a demanda como invasiva e lembram histórico sombrio de uso indevido de listas de judeus.
- A EEOC processou Penn em novembro para forçar o cumprimento da solicitação; na terça-feira, moventes pediram intervenção no processo federal.
- As organizações argumentam que a exigência criaria um registro central de estudantes, docentes e funcionários judeus, violando liberdades de associação, religião, expressão e privacidade.
- Penn recusou a cumprir a subpoena de julho e ofereceu informar toda a comunidade acadêmica sobre a investigação, o que não satisfez a EEOC.
A Universidade da Pensilvânia enfrenta uma disputa com a EEOC, órgão federal de oportunidades de emprego. A comissão exigiu que a instituição fornecesse nomes e informações pessoais de membros judeus da comunidade acadêmica, incluindo emails, telefones e endereços.
A demanda faz parte de uma ofensiva da administração para combater o antisemitismo em campus. Na prática, o EEOC busca identificar possíveis casos de assédio e discriminação, segundo a acusação apresentada contra Penn em novembro.
Grupos de faculdades de Penn reagiram, afirmando que a coleta de dados criaria um registro central de estudantes, docentes e funcionários judeus, violando liberdades de associação, religião, expressão e privacidade.
Norm Eisen, defensor de direitos civis, disse que o pedido coloca em risco a segurança dos identificados e lembra capítulos sombrios da história. Entidades ligadas à democracia e à cidadania apoiam a contestação.
Penn se recusou a cumprir integralmente a diligência de julho da EEOC, que buscava dados de pessoas associadas a organizações judaicas sem consentimento, além de nomes de participantes de sessões de escuta confidenciais.
Em nota, porta-voz da universidade apontou que violar privacidade seria prejudicial à sensação de proteção dos membros da comunidade judaica, e ofereceu apenas informar funcionários sobre a investigação, encaminhando interessados à agência.
A EEOC manteve a posição de combater o antisemitismo no local de trabalho e de identificar testemunhas ou vítimas de assédio, ressaltando a necessidade de transparência para a investigação.
Contexto institucional
O caso ocorre num momento de investigações federais sobre antisemitismo em várias universidades, após o ataque de 7 de outubro de 2023 e o conflito na Gaza. Penn criou grupo de estudo e disponibilizou documentos para atender a demandas governamentais.
Reação da comunidade acadêmica
Membros da comunidade judaica, incluindo estudantes de direito e pesquisadores, manifestaram preocupação com riscos à segurança e à integridade de dados sensíveis. Alertas sobre histórico de abuso de listas foram citados por juristas envolvidos no processo.
Passos legais seguintes
Ontem, associações nacionais e locais de Penn apresentaram uma intervenção no processo federal para contestar a ação da EEOC, buscando proteger direitos de privacidade e de expressão. A EEOC não comentou o andamento do caso até o momento.
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