Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

UPenn condena exigência de listas de judeus pela administração Trump

Grupos de professores condenam a cobrança da EEOC por nomes e dados de judeus da Penn, alertando para risco à privacidade e aos direitos civis

Students on the University of Pennsylvania campus in Philadelphia on 8 December 2023.
0:00
Carregando...
0:00
  • Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego (EEOC) solicita à Universidade da Pensilvânia que forneça nomes e informações pessoais de membros judeus da comunidade, incluindo e-mails, telefones e endereços.
  • Grupos de docentes condenam a demanda como invasiva e lembram histórico sombrio de uso indevido de listas de judeus.
  • A EEOC processou Penn em novembro para forçar o cumprimento da solicitação; na terça-feira, moventes pediram intervenção no processo federal.
  • As organizações argumentam que a exigência criaria um registro central de estudantes, docentes e funcionários judeus, violando liberdades de associação, religião, expressão e privacidade.
  • Penn recusou a cumprir a subpoena de julho e ofereceu informar toda a comunidade acadêmica sobre a investigação, o que não satisfez a EEOC.

A Universidade da Pensilvânia enfrenta uma disputa com a EEOC, órgão federal de oportunidades de emprego. A comissão exigiu que a instituição fornecesse nomes e informações pessoais de membros judeus da comunidade acadêmica, incluindo emails, telefones e endereços.

A demanda faz parte de uma ofensiva da administração para combater o antisemitismo em campus. Na prática, o EEOC busca identificar possíveis casos de assédio e discriminação, segundo a acusação apresentada contra Penn em novembro.

Grupos de faculdades de Penn reagiram, afirmando que a coleta de dados criaria um registro central de estudantes, docentes e funcionários judeus, violando liberdades de associação, religião, expressão e privacidade.

Norm Eisen, defensor de direitos civis, disse que o pedido coloca em risco a segurança dos identificados e lembra capítulos sombrios da história. Entidades ligadas à democracia e à cidadania apoiam a contestação.

Penn se recusou a cumprir integralmente a diligência de julho da EEOC, que buscava dados de pessoas associadas a organizações judaicas sem consentimento, além de nomes de participantes de sessões de escuta confidenciais.

Em nota, porta-voz da universidade apontou que violar privacidade seria prejudicial à sensação de proteção dos membros da comunidade judaica, e ofereceu apenas informar funcionários sobre a investigação, encaminhando interessados à agência.

A EEOC manteve a posição de combater o antisemitismo no local de trabalho e de identificar testemunhas ou vítimas de assédio, ressaltando a necessidade de transparência para a investigação.

Contexto institucional

O caso ocorre num momento de investigações federais sobre antisemitismo em várias universidades, após o ataque de 7 de outubro de 2023 e o conflito na Gaza. Penn criou grupo de estudo e disponibilizou documentos para atender a demandas governamentais.

Reação da comunidade acadêmica

Membros da comunidade judaica, incluindo estudantes de direito e pesquisadores, manifestaram preocupação com riscos à segurança e à integridade de dados sensíveis. Alertas sobre histórico de abuso de listas foram citados por juristas envolvidos no processo.

Passos legais seguintes

Ontem, associações nacionais e locais de Penn apresentaram uma intervenção no processo federal para contestar a ação da EEOC, buscando proteger direitos de privacidade e de expressão. A EEOC não comentou o andamento do caso até o momento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais