- A procuradoria-geral de Nova York encerrou acordo com Betar US após investigação que apontou ataques e assédio com base em religião e origem nacional contra muçulmanos, árabes, palestinianos e judeus nova-iorquinos.
- O acordo determina que Betar pare de instigar violência, ameaçar manifestantes e intimidar pessoas exercendo seus direitos civis, com multa suspensa de US$ 50 mil que pode ser aplicada em caso de violação.
- A OAG afirmou que Betar busca dissolver sua associação sem fins lucrativos e estaria encerrando operações em Nova York.
- A investigação, iniciada em março de 2025, registrou padrões de perseguição violenta e violações de leis de direitos civis do estado.
- Betar negou irregularidades em nota divulgada; o grupo disse manter o compromisso com o sionismo e com o Estado de Israel.
A procuradoria-geral de Nova York informou que Betar US, grupo extremista pró-Israel, acertou um acordo para encerrar operações no estado após investigação que apontou conduta violenta e assediu comunidades. O acordo exige que a organização cesse imediatamente qualquer incitação à violência, ameaças a manifestantes e assédio a pessoas exercendo seus direitos civis, sob pena de multa suspensa de até 50 mil dólares.
A investigação, iniciada em março de 2025, identificou padrões de assédio com base em religião e origem nacional, atingindo muçulmanos, árabes, palestinos e judeus. Procuradores também revelaram campanhas de perseguição a moradores de Nova York, violando leis de direitos civis.
Betar US foi alvo de acusações de que promovia violência e intimidava pessoas em protestos relacionados a Israel e à Palestina. Também foram mencionados incidentes de agressão física e de uso de armas durante atos de apoio à organização, além de conteúdo hostil a palestinos divulgado nas redes.
O acordo prevê que Betar deixe de captar doações em Nova York sem registro no Conselho de Caridades do estado. A organização alega, em nota, negar qualquer irregularidade e manter o compromisso com o sionismo, sem menção a ações passadas.
O anúncio foi feito enquanto autoridades destacam que a cidade não tolera grupos que utilizam medo e violência para silenciar a expressão pública. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, reiterou que não há espaço para extremismo que promova islamofobia ou assédio.
Procurados pela imprensa, representantes de Betar afirmaram que a organização está suspendendo atividades no estado e orientando outras entidades a fazerem o mesmo. O grupo também foi associado a ações polêmicas anteriores, como uma suposta lista de indivíduos para deportação e a acusação de facilitar a prisão de um ativista palestino.
Caso a Betar descumpra o acordo, a multa de 50 mil dólares pode ser aplicada integralmente. As informações de base, divulgadas pela própria Procuradoria Geral de Nova York, destacam que o objetivo é reduzir abusos contra direitos civis durante protestos e manifestações.
Entre na conversa da comunidade