- O parlamento de Singapura vai discutir, na quarta-feira, a remoção de Pritam Singh do cargo de líder da oposição após ele ter sido condenado por mentir ao parlamento.
- A líder da Câmara, Indranee Rajah, do Partido de Ação Popular, apresentou moção para declarar Singh inapto para seguir no posto, alegando conduta desonrosa e inadequada.
- Em dezembro, Indranee disse que também seriam discutidos os atos de Sylvia Lim, presidente do Partido Trabalhista, e de Faisal Manap, vice-presidente, com possíveis implicações para eles.
- Singh, de quarenta e nove anos, é o primeiro líder oficial da oposição desde a independência de Singapura em mil novecentos e sessenta e cinco.
- Em mil novecentos e vinte e um, Singh foi acusado de mentir a um comitê parlamentar sobre Raeesah Khan; em mil novecentos e vinte e cinco foi condenado por dois crimes de mentira ao parlamento.
Singapore parliament to debate removing Leader of the Opposition after lying conviction
A Câmara de Singapura deve discutir na quarta-feira a possível remoção de Pritam Singh, chefe da oposição, do cargo de Leader of the Opposition, após ele ter sido condenado por mentir ao parlamento. A pauta foi encaminhada pela líder da Casa, Indranee Rajah, membro do PAP.
Singh, 49, é o primeiro Leader of the Opposition oficial desde a independência. O encargo foi concedido após as eleições de 2020, quando o Workers’ Party passou a ter 10 cadeiras no parlamento.
Contexto político
Em dezembro, Indranee apontou que a conduta da presidente do Workers’ Party, Sylvia Lim, e do vice-presidente Faisal Manap também seria discutida, com possíveis implicações para eles em decorrência do caso de Singh.
Em 2025, o PAP venceu a sua 14ª eleição consecutiva, ampliando seu domínio com 87 das 97 cadeiras em disputa. O Workers’ Party ficou com o restante, em 26 votos disputados.
Processo e acusações
Singh foi considerado culpado em fevereiro do ano anterior por duas acusações de mentir ao parlamento, recebendo multas que não tiraram seu mandato nem o impedimento de concorrer em 2025. A acusação envolveu testemunho falso sobre colega de partido, Raeesah Khan, que também admitiu ter mentido ao parlamento.
A defesa recorreu, mas o recurso foi rejeitado em dezembro. Indranee declarou que o Legislativo precisa definir uma resposta apropriada às ações e condenações de Singh, destacando que mentir sob juramento é grave.
O caso reforça o debate sobre responsabilidade de lideranças políticas em Singapura, mantendo o tom neutro e factual que guia a cobertura jornalística.
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