- O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer, disse que Hillary Clinton será alvo de desacato criminal ao Congresso por não depor sobre Jeffrey Epstein.
- Bill Clinton também não atendeu ao subpoena; ambos os Clintons recusaram-se a testemunhar diante do painel.
- O caminho envolve aprovação do comitê e, em seguida, da Câmara, para então ser encaminhado ao Departamento de Justiça, que decidirá sobre eventual indiciamento.
- O comitê já havia emitido subpoenas para os Clintons e outros ex-procuradores-gerais e diretores do FBI, após o Departamento de Justiça encerrar o caso Epstein.
- Os Clintons publicaram uma nota conjunta criticando políticas de Trump e do Congresso, e afirmaram que cooperação com o Congresso não foi objetiva para a investigação.
O chair do comitê de fiscalização da Câmara dos EUA, James Comer, afirmou que o painel vai deliberar pela contumácia de Hillary Clinton por não atender ao subpoena para depor sobre Jeffrey Epstein. A decisão ocorre após a ex-primeira-dama se recusar a cumprir o pedido.
Comer informou que o Legislativo, composto por republicanos, considera que Hillary Clinton desrespeitou uma ordem de comparecimento legitimamente emitida. A ação também envolve o ex-presidente Bill Clinton, que havia sido convocado a depor junto com a esposa.
A notícia chega um dia depois de Bill e Hillary Clinton terem dito que não honrariam os subpoenas emitidos pelo grupo investigativo para discutir Epstein, antigo amigo que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.
Processo e próximos passos
O contencioso deverá ser aprovado pelo próprio comitê de fiscalização e, em seguida, pela Câmara dos Representantes. Em seguida, o caso será encaminhado ao Departamento de Justiça para decidir se há necessidade de levar os Clintons a um grand jury.
O porta-voz de Robert Garcia, o democrata líder na comissão, não respondeu a pedidos de comentários sobre a possível contumácia de Hillary Clinton. Em resposta anterior, o gabinete de Garcia destacou a importância da cooperação com o Congresso.
A investigação já havia obtido documentos do espólio de Epstein em meses anteriores, revelando relações entre Epstein e outras figuras públicas, incluindo Donald Trump, que rompeu relações com Epstein antes de sua condenação em 2008. A gestão de informações segue sob controle do comitê, com novos documentos sendo liberados periodicamente.
O Congresso aprovou, de forma bipartidária, legislação que mantém a divulgação de arquivos governamentais relacionados ao caso Epstein. Bill Clinton já foi mostrado em fotos publicadas pelo benefício da lei, embora não haja acusações de envolvimento em crimes de Epstein.
Fontes jurídicas afirmaram que os advogados dos Clintons contestaram os subpoenas, alegando invalidez e falta de finalidade legislativa, além de questionarem a separação de poderes. Em mensagem conjunta, os Clintons criticaram políticas associadas ao governo atual e disseram que aceitariam possíveis ações por contumácia para impedir danos adicionais.
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