- O escritório da Procuradora-Geral de Nova Iorque, Letitia James, informou acordo com Betar US para encerrar as operações no estado após investigação que concluiu que o grupo intimidou ativistas pró-Palestina.
- Betar US foi classificado como grupo extremista pela Liga Anti-Difamação; a investigação apontou ataques direcionados a pessoas com base em religião e origem nacional.
- O acordo determina que Betar cesse imediatamente incitações ou encorajamento de violência contra indivíduos, ameaças a manifestantes e assédio a quem exercia direitos civis, com uma multa suspensa de 50 mil dólares caso haja violação.
- A organização informou que está buscando dissolver sua corporação sem fins lucrativos e já indicou que está encerrando operações em Nova Iorque.
- O caso ocorre num contexto de protestos em universidades e debates sobre direitos de expressão, antisemitismo e críticas à política de Israel em Gaza.
A promotora-geral de Nova York informou que chegou a um acordo com Betar US para encerrar as operações do grupo de ultra-direita no estado. A apuração verificou que a organização intimidou ativamente ativistas pró-Palestina.
A investigação, conduzida pelo escritório da procuradora-geral Letitia James, constatou que Betar repetidamente visou pessoas com base na religião e na origem nacional. A ONG foi classificada como grupo extremista pela Liga Anti-Difamação (ADL).
O acordo estabelece que Betar encerre de imediato qualquer instigação ou encorajamento de violência contra indivíduos, a ameaça a manifestantes e o assédio a pessoas exercendo direitos civis. Também prevê uma multa suspensa de 50 mil dólares, aplicável em caso de violação.
Segundo o texto do acordo, Betar busca dissolver sua corporação sem fins lucrativos e indicou que estaria encerrando operações em Nova York. A organização negou irregularidades e afirmou que trabalha para combater o antissemitismo.
A medida ocorre em meio a debates nacionais sobre direito à livre expressão, direitos civis e segurança de ativistas em campus universitários. A AG destacou que o objetivo é preservar atividades legais de protesto sem violar direitos de terceiros.
A cidade de Nova York tem acompanhando o tema desde o início das ações militares em Gaza, em outubro de 2023, e o impacto sobre comunidades judaicas e de defensores de direitos palestinianos. Autoridades continuam monitorando casos semelhantes em outros estados.
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