- Keir Starmer prometeu tomar medidas contra ativistas sindicais que pediram o cancelamento da visita de Damien Egan, deputado trabalhista e vice-presidente da Labour Friends of Israel.
- A tentativa de visita ocorreu em setembro, após oposição de ativistas pró-palestina e membros do National Education Union (NEU).
- Na terça-feira, durante o question time na Câmara dos Comuns, o conservador Lincoln Jopp acusou os ativistas de antisemitismo e disse que Egan foi “impedido de visitar” uma escola por ser judeu.
- Starmer afirmou que “todos os membros do parlamento devem poder visitar qualquer lugar de sua circunscrição sem medo de antisemitismo” e que haverá responsabilização daqueles que impediram a visita.
- O secretário de Comunidade, Steve Reed, relatou que um colega judeu foi proibido de visitar uma escola para não inflamar os professores, comentário que gerou reação de oponentes e apoiadores de Egan.
Keir Starmer prometeu ação contra ativistas sindicais e defensores que pressionaram pela suspensão de uma visita escolar de um deputado que é vice-presidente do Labour Friends of Israel. A visita estava marcada em Bristol North East e envolvia Damien Egan, deputado pelo Labour.
Ativistas pró-Palestina e membros da National Education Union contestaram a presença de Egan, argumentando que ele apoiava a operação militar de Israel em Gaza. O cancelamento ocorreu em setembro, mas a questão veio a público neste fim de semana.
Durante as perguntas ao primeiro-ministro no Parlamento, o deputado conservador Lincoln Jopp acusou os organizadores de antisemitismo e afirmou que Egan foi impedido de visitar uma escola por ser judeu. Starmer respondeu assegurando que parlamentares devem visitar locais sem medo de antisemitismo.
Reação e desdobramentos
Steve Reed, secretário de comunidades, disse que um colega judeu foi banido de visitar uma escola por receio de inflamar professores. Fontes próximas a Egan confirmam que o comentário se referia à visita planejada em setembro.
Após o cancelamento, Bristol Palestine Solidarity Campaign informou nas redes sociais que a visita foi cancelada por preocupações da NEU, pais e moradores. A entidade afirmou que políticos que apoiam a ofensiva de Israel não são bem-vindos nas escolas.
O Bristol NEU também divulgou nas redes sociais a vitória pela proteção, pela solidariedade e pela atuação da entidade que apoiou a decisão. O caso permanece sob avaliação sobre novas medidas de segurança para visitas de parlamentares.
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