- TJ Sabula, operário da Ford em Michigan, foi suspenso sem remuneração depois de supostamente chamar o presidente Donald Trump de ‘protetor de pedófilos’ durante visita à fábrica River Rouge.
- Um vídeo divulgado pelo TMZ mostrou Trump fazendo um gesto com o dedo do meio durante o episódio; a interpretação de outras falas não é unânime.
- Sabula disse à Washington Post que não se arrepende de ter confrontado Trump, mas afirma temer pela segurança do emprego e que foi alvo de retaliação política.
- Uma campanha no GoFundMe foi criada para ajudar a cobrir a renda perdida durante a suspensão, e já arrecadou mais de US$ 70 mil; entre os doadores estariam a banda Dropkick Murphys.
- A Ford não comentou o assunto de imediato; o porta-voz da Casa Branca afirmou apenas que Trump respondeu de forma apropriada a uma situação de hostilidade durante a visita.
TJ Sabula, funcionário da Ford no complexo River Rouge, em Michigan, foi suspenso sem remuneração após supostamente interromper a visita de Donald Trump. O episódio ocorreu durante a passagem de Trump pela fábrica na terça-feira.
Segundo Sabula, ele não se arrepende de ter questionado o ex-presidente e afirma ter sido alvo de retaliação política. Em entrevista à Washington Post, o trabalhador disse que ficou preocupado com a segurança de seu emprego e que foi alvo de constrangimento público.
Uma vaquinha online foi criada para ajudar a cobrir a renda perdida durante a suspensão. Até a manhã de quarta-feira, a campanha já arrecadou mais de 70 mil dólares, com doações de apoiadores que incluem a banda Dropkick Murphys.
Sabula é pai de dois filhos, esposo e membro orgulhoso do United Auto Workers Local 600, atuando como operário na linha de montagem. O dinheiro arrecadado deverá apoiar a família durante o período de incerteza.
Ford não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário. Já a porta-voz da Casa Branca, Steven Cheung, não confirmou se Trump exibiu o dedo do meio, mas afirmou que o presidente teve uma reação considerada adequada diante de vaias e insultos durante a visita.
O ex-presidente estava em tour pelo complexo da Ford antes de discursar no Detroit Economic Club, em um contexto voltado para temas econômicos. A situação gerou debates sobre o comportamento de manifestantes e o impacto sobre empregados da indústria automobilística.
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