- O presidente Donald Trump disse que cortaria o repasse de recursos federais a estados com cidades-santuário, começando em 1º de fevereiro.
- As medidas ocorrem em meio a confrontos em Minneapolis entre agentes de imigração e manifestantes, após o tiroteio que matou Renee Good, cidadã norte-americana.
- A operação envolve centenas de agentes federais na região, com estimativa de cerca de 2,8 mil, muito acima do efetivo da polícia local.
- Autoridades locais investigam se o agente que matou Good cometeu crime; o governo federal sustenta a autodefesa, e houve disputas sobre a condução da investigação.
- A defesa de Minnesota pediu à Justiça uma ordem temporária para interromper a operação de agentes federais; a juíza Kate Menendez estabeleceu prazos para as respostas na próxima semana.
Donald Trump ameaçou cortar, a partir de fevereiro, recursos federais de estados com cidades santuário, ampliando críticas a cidades de maioria democrata após dias de confrontos em Minneapolis. A declaração foi feita em redes sociais, repetindo discurso feito durante uma palestra em Detroit.
A medida, se implementada, afetaria estados que limitam a cooperação entre autoridades locais e agentes de imigração. Autoridades federais já criticaram o modelo de cidades santuário, utilizado em várias jurisdições pelo país.
Em Minneapolis, a tensão aumentou após a morte de Renee Good, 37 anos, cidadã americana morta em sua veículo por um agente de imigração na semana passada. O episódio provocou protestos na cidade e em outras regiões.
A Administração afirma que a fatalidade ocorreu em legítima defesa, enquanto moradores e autoridades locais pedem transparência na investigação. Centenas de agentes federais foram deslocados para a região, mesmo com oposição do prefeito Democrata Jacob Frey.
As cenas capturadas por celulares mostram confrontos entre agentes federais e manifestantes, com uso de bombas de gás, balas de efeito irritante e sirenes. Em alguns momentos, moradores relataram abordagens com apelos de identificação e revistas de rotina.
Ação judicial e pressão local
Autoridades de Minnesota apresentaram pedido a um juiz federal para suspender o aumento da presença de agentes na área de Minneapolis. A equipe do governo local argumenta que a operação excede o papel das forças de segurança municipais.
A defesa federal sustenta que a intervenção é parte de uma estratégia de aplicação de imigração. O pedido permanece em análise, com prazos para respostas definidos para a próxima semana.
O estado de Minnesota afirma que há risco de violação de direitos civis e aponta supostas práticas de racismo institucional durante as incursões. A Procuradoria Geral local detalhou relatos de abordagens com base na aparência étnica dos residentes.
O coordenador de segurança estadual informou que o total de agentes federais na região supera o efetivo policial local, elevando a preocupação sobre procedimentos e controle de atuação. O caso já atrai a atenção de autoridades federais e de tribunais.
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