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Trump volta a defender cortes de recursos federais a cidades e estados santuário

Trump reativa tentativa de cortar recursos federais a cidades e estados com sanctuary, com validade a partir de 1º de fevereiro, gerando críticas legais

Donald Trump speaks at the Detroit Economic Club on 13 Jan. 2026 in Detroit.
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  • Trump anunciou, em Detroit, que a partir de 1º de fevereiro não serão feitos pagamentos federais a cidades ou estados considerados “sanctuary” e que protegem criminosos em detrimento dos cidadãos.
  • A medida envolve não apenas as cidades, mas também estados com sanctuary, segundo uma lista do Departamento de Justiça que aponta onze estados e o Distrito de Columbia, sob controle democrata, além de dezoito cidades e três condados.
  • Críticos classificaram a ação como inconstitucional e imoral; juízes já bloquearam tentativas anteriores de desvincular recursos para cidades-santuário.
  • O prefeito de Chicago, Brandon Johnson, prometeu ação jurídica contra a medida, afirmando que os recursos são dos moradores e não do presidente.
  • Nos últimos dias, Trump já havia congelado mais de 10 bilhões de dólares em fundos federais para assistência infantil e outros auxílios em estados democratas, em ações que seguem o mesmo eixo político.

Trump anunciou retomada da tentativa de cortar recursos federais para cidades e estados que tenham políticas consideradas de “sanctuary”. Em Detroit, durante entrevista no Detroit Economic Club, afirmou que a partir de 1° de fevereiro não haverá pagamentos a essas jurisdiições.

O presidente citou o objetivo de frear o que chamou de proteção a criminosos em detrimento de cidadãos. A declaração ocorreu após ele fazer um gest o durante um evento na cidade, ao encerrar uma fala diante de cobrança de opositores.

Críticos classificaram a medida como inconstitucional e imoral. A proposta anterior de vincular repasses a políticas de imigração enfrentou entraves judiciais já em agosto, com uma liminar que bloqueou parte da medida.

Repercussões jurídicas

Uma lista do Departamento de Justiça identifica 11 estados e o Distrito de Columbia como locais com foco em políticas de sanctuary, além de 18 cidades e três condados, todos com governos democratas.

Brandon Johnson, prefeito democrata de Chicago, disse que tomará ações legais para contestar a ordem. Segundo ele, os fundos são de responsabilidade dos ciudadanos, não do presidente, e deverão ser usados em serviços públicos.

Ações anteriores do governo na última semana já haviam congelado mais de 10 bilhões de dólares em recursos federais de creches e assistência familiar para estados governados por democratas, sob alegação de fraude.

Contexto político

Neste mês, o governo também anunciou medidas ligadas a cortes de subsídios a projetos de energia limpa, já bloqueados pela Justiça. Analistas veem o pacote como estratégia para pressionar governos de oposição.

Durante o discurso, Trump trouxe ainda críticas a comunidades somalis nos EUA, cobrando medidas contra cidadãos naturalizados acusados de fraude. Especialistas apontam grandes obstáculos legais para esse tipo de ação.

O governo federal também anunciou o fim do status de proteção temporária para somalis no país. Dados oficiais indicam que apenas 705 somalis estavam cobertos por TPS até 2025.

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