- Thomas Friedman afirmou ter sido convidado a participar online, mas foi informado de que o timing não permitiria sua participação na Adelaide Writers Week de 2024.
- Dias antes, ação de 10 acadêmicos pediu a remoção de Friedman devido a uma coluna no New York Times; Randa Abdel-Fattah também esteve entre os convidados cancelados neste ano.
- Um carta da diretoria disse que pedir o cancelamento de um artista é “assunto extremamente sério”; a presidente do conselho, Tracey Whiting, pediu demissão, e também deixou o conselho da Galeria de Arte da Austrália do Sul.
- O ex-membro Tony Berg acusou Adler e Abdel-Fattah de hipocrisia por defender a liberdade de expressão apenas para alguns e alegou pressão para cancelar Friedman.
- A Adelaide Festival Corporation cancelou o festival de escritores de 2026; o premier do estado, Peter Malinauskas, negou interferência direta.
Thomas Friedman, colunista do New York Times, disse que foi desconvocado do Adelaide Writers Week 2024 após concordar em participar via sessão em vídeo. O motivo informado foi incompatibilidade de agenda.
Em reportagem anterior, Tony Berg, ex-membro do conselho do festival, acusou a diretora Louise Adler de hipocrisia por possível pressão para tirar Friedman do lineup. Berg é de origem judaica.
Há poucos dias, um grupo de 10 acadêmicos pediu a remoção de Friedman por uma coluna controversa do NYT, que comparam o conflito no Oriente Médio a temas animais. Randa Abdel-Fattah, também presente na polêmica, foi convidada para a semana neste ano e acabou desconvocada.
Quando Friedman foi avisado, o conselho enviou uma carta afirmando tratar com seriedade o pedido de cancelamento de um artista. A nota destacava reputação internacional de defesa da liberdade de expressão.
Tracey Whiting, presidente do conselho, deixou o cargo do órgão no sábado. Ela também havia deixado o conselho da Art Gallery of South Australia, segundo veículos locais.
A subsequente divulgação de uma carta de demissão de Berg circulou anonimamente. Em 22 de outubro, Berg enviou o documento a Whiting, à ministra de artes Andrea Michaels e ao diretor executivo do Adelaide festival.
Berg afirmou que não poderia atuar em um conselho que apoiasse a diretora Adler, citando programações pró-Palestina e críticas a Israel como motivador. Ele recusou que Adler tenha pressionado pela exclusão de Friedman.
Em resposta, Adler negou ter violado confidencialidade do conselho, afirmando que discussões no âmbito do órgão devem permanecer reservadas. A assessoria não respondeu aos contatos da imprensa.
Abdel-Fattah negou ter liderado a campanha pela desconvocação de Friedman, dizendo ter feito parte de um grupo de 10 acadêmicos que destacou riscos de retórica racial. Ela ressaltou o papel de poder e ações de indivíduos.
O premiê de South Australia, Peter Malinauskas, disse não ter interferência direta na decisão, reiterando que o conselho atuou de forma independente. O Adelaide festival não comentou o caso de forma oficial.
Desdobramentos
Adelaide Writers Week confirmou a desconvocação de Friedmann e a suspensão de atividades para 2026, citando mudanças na agenda e nas diretrizes do festival. O episódio envolveu disputas sobre liberdade de expressão e gestão institucional.
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