- Democratas acusam a SEC de tratar Justin Sun com suposta “pay-to-play” após Pausa no caso de fraude civil ligado à Sun, ligada a investimentos de US$ 75 milhões em ventures da família Trump e em memecoin holdings.
- A carta de Maxine Waters ao presidente da SEC, Paul Atkins, aponta padrão de ações de enforcement dropadas após doações de empresas de cripto a campanhas e negócios ligados ao Presidente, questionando influências políticas.
- Sun teria conexão financeira com empreendimentos da família Trump, sendo investidor principal no World Liberty Financial e atuando como assessor oficial do projeto, o que, segundo os democratas, cria aparência de pagamento para proteção regulatória.
- O processo original, movido pela SEC em março de 2023, alega venda de dois títulos de ativos cripto sem registro e wash trades que teriam gerado cerca de US$ 31 milhões a investidores; a ação foi pausada em fevereiro de 2025 para buscar um acordo.
- Além do caso Sun, os democratas destacam encerramentos de ações de enforcement contra Binance, Coinbase e Kraken, questionando se a SEC está recuando de forma injustificada e deixando investidores desprotegidos.
Os Democratas do Congresso acusam a SEC de operar um esquema de pagamento para jogar conforme interesses privados, após a suspensão do processo civil por fraude envolvendo o empresário Justin Sun. A suspensão ocorreu pouco depois que Sun investiu 75 milhões de dólares em projetos ligados à família Trump e em uma meme coin. A denúncia envolve o histórico de enforcement da agência em criptomoedas.
Os congressistas destacam vínculos financeiros de Sun com empreendimentos da família Trump e a posterior pausa no processo movido pela SEC em março de 2023. A carta de Maxine Waters, enviada ao presidente da SEC, Paul Atkins, em 15 de janeiro, aponta um padrão de ações de enforcement abandonadas após doações relevantes ao redor da campanha de Trump.
Waters sustenta que o cenário sugere “aparência inequívoca de pay-to-play”: um réu investe milhões em negócios ligados à família presidencial e, em seguida, o caso é paralisado. A carta também menciona doações de pelo menos 85 milhões de dólares de empresas de cripto a apoio à reeleição, com Coinbase, Kraken e Ripple entre os doadores.
Contexto financeiro e jurídico
A denúncia releva que Sun foi maior detentor de uma meme coin apoiada pela gestão de Trump, e recebeu convite para jantar no White House em 2025, em almoço com grandes investidores. O texto afirma que Sun atuou como conselheiro oficial de World Liberty Financial, além de ter contribuído com investimentos significativos.
Segundo a correspondência, o SEC moveu a ação em março de 2023, alegando venda de ativos digitais não registrados e manipulação de volumes de TRX. A defesa aponta que, mesmo com decisões judiciais favoráveis, a SEC pediu uma suspensão em fevereiro de 2025 para pleitear um acordo.
Outros casos e pedido de documentação
Além do caso Sun, democratas citam decisões da SEC que teriam enfraquecido ações contra Binance, Coinbase e Kraken. Em maio de 2025, a SEC encerrou a acusação contra Binance, e acordos com Coinbase e Kraken teriam ocorrido por meio de stipulations com base em reformas regulatórias.
Waters afirma que a decisão de deixar esses casos evitaria responsabilização de empresas de cripto e enfraqueceria a proteção aos investidores. A deputada solicita que a SEC reavalie a suspensão do caso Sun ou busque um acordo condizente com a força da acusação original, além de exigir a preservação de documentos de comunicações com terceiros relevantes.
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