- Prisioneiras de Palestine Action encerraram a greve de fome, incluindo Heba Muraisi, Kamran Ahmed e Lewie Chiaramello, com outros dois participantes em pausa.
- O governo decidiu não conceder o contrato de defesa de 2 bilhões de libras para a empresa Elbit Systems UK, uma das exigências centrais dos grevistas.
- Mesmo assim, várias demandas não foram atendidas, como a libertação imediata dosprisioneiros e a desproscrição do Palestine Action.
- Houve avanços: transferência de Muraisi de volta para a prisão de Bronzefield e menor censura de correspondência durante o protesto.
- A mobilização ganhou atenção internacional, com apoio público e aumento de adesões a ações diretas ligadas ao movimento.
Três prisioneiras e prisioneiros ligados ao Palestine Action encerraram nesta semana uma greve de fome que durou 73 dias. A decisão foi anunciada por Prisoners for Palestine. O desfecho ocorreu após o governo britânico não encaminhar o contrato de defesa de 2 bilhões de libras com a Elbit Systems UK. O anúncio mostrou que, apesar de alguns avanços, várias demandas permaneceram sem solução.
A greve levou a uma pressão internacional e interna sobre o sistema carcerário britânico. Entre os participantes, Heba Muraisi, Kamran Ahmed e Lewie Chiaramello terminaram o protesto; outros dois que estavam em pausa também encerraram a participação. A irmã de Ahmed, Shahmina Alam, informou que o irmão interrompeu a greve no dia 65.
Ao anunciar o fim, Prisoners for Palestine destacou ganhos parciais, como a transferência de Muraisi entre estabelecimentos para ficar mais próximo da família. A organização reconheceu que algumas reivindicações, incluindo libertação imediata, desproscrição da Palestina Action e o fim de censuras, não foram atendidas.
Desdobramentos e contextos
Francesca Nadin, da organização, afirmou que as ações tiveram impacto na discussão pública sobre o tema. A comunicação entre prisioneiros e familiares foi parcialmente restabelecida durante o protesto, segundo o grupo. A expectativa sobre a decisão judicial de desproscrição ainda permanece em aberto.
Alam informou que a pressão próxima da família ajudou a influenciar a decisão de encerrar a greve. Nadin ressaltou que o caso gerou mobilização de apoiadores e aumentou a participação em ações diretas, além de ampliar a cobertura midiática sobre o tema.
O que ficou em aberto
Ainda não houve liberação de fiança imediata para os detidos, nem desproscrição de Palestine Action, medidas que permanecem pendentes. A decisão sobre o contrato com a Elbit Systems UK não atendeu completamente às principais reivindicações apresentadas pelo movimento.
Hepaco de apoio internacional continuou a repercutir o caso, com atenção de representantes de órgãos internacionais. A organização destacou que, embora nem todos os objetivos tenham sido alcançados, a mobilização conseguiu tornar o tema mais visível.
Entre na conversa da comunidade