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Toffoli decide encaminhar materiais apreendidos no Caso Master à PGR

Toffoli altera decisão e determina custódia dos materiais da operação Compliance Zero pela PGR, permitindo extração e periciamento, com PF sem acesso imediato

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Ministro Dias Toffoli durante a decisão sobre materiais apreendidos no Caso Master
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  • O ministro Dias Toffoli, do STF, reviu decisão e determinou que a custódia dos materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero fique com a Procuradoria-Geral da República, liberando a PF de acesso imediato.
  • Toffoli autorizou a extração e a análise de todo o acervo, com posterior disponibilização, e pediu que a PGR tome as cautelas necessárias para a guarda adequada dos itens.
  • A decisão também determina que o diretor-geral da Polícia Federal seja notificado para encaminhar diretamente o material à PGR.
  • A operação, deflagrada em 14 de janeiro, teve quarenta e dois alvos, incluindo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure.
  • O ministro pediu ainda a expedição de carta de ordem à Justiça Federal de São Paulo para efetivar o sequestro e o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas, conforme requerimento da PGR.

O ministro Dias Toffoli, do STF, alterou uma decisão anterior durante a noite desta quarta-feira (14/1). Ao avaliar o andamento da operação no caso do Banco Master, ele determinou que os materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero não permaneçam lacrados na sede do tribunal, mas passem à custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR). A medida visa autorizar a extração e a análise do material pelos procuradores.

Toffoli informou que a PGR deve adotar cautelas para a guarda adequada dos itens, mantendo aparelhos carregados e desconectados de redes telefônicas e de wi-fi, de modo a preservar o conteúdo e facilitar eventual perícia. Com isso, a Polícia Federal fica sem acesso imediato aos materiais.

Mudança de custódia e desdobramentos

O ministro determinou que o diretor-geral da Polícia Federal seja notificado para providenciar o encaminhamento direto do material à PGR. A ordem também autoriza a preservação e o envio imediato do material às autoridades competentes, conforme necessidade do andamento do caso.

Na operação deflagrada nesta quarta, 42 alvos foram identificados. Entre eles, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure. A ação envolve investigações sobre suposto esquema de fraudes na instituição financeira.

Além disso, Toffoli havia determinado, anteriormente, que todos os bens e materiais apreendidos no cumprimento da decisão anterior deveriam permanecer lacrados e acautelados na sede do STF até nova determinação. O tribunal expedirá carta de ordem ao Juízo Federal da 8ª Vara Criminal de São Paulo para efetivar o bloqueio e o sequestro de bens requeridos pela PGR.

Ação e impactos financeiros

A Polícia Federal também informou medidas de bloqueio e sequestro de ativos que somam mais de bilhões de reais. Durante a operação, foram apreendidos veículos de alto valor, incluindo modelos importados, além de armas e relógios de alto valor. As informações são parte das investigações sobre o suposto esquema de fraude envolvendo as instituições e pessoas citadas.

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