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Trump se reunirá com a líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado

Trump recebe María Corina Machado no White House, sinalizando abertura à oposição venezuelana e cooperação com Delcy Rodríguez

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Donald Trump and Nobel peace laureate Maria Corina Machado.
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  • Donald Trump vai receber a líder da oposição venezuelana María Corina Machado no Salão Oeste da Casa Branca hoje, em meio a tensões políticas na Venezuela.
  • Machado, ganhadora do prêmio Nobel da Paz, terá a pauta centrada em questões básicas; Trump comentou que a líder é uma “mulher muito educada” e que o encontro será objetivo.
  • A reunião ocorre em meio à possibilidade de colaboração com Delcy Rodríguez, que substituiu Maduro em funções diárias e tem sinalizado uma posição menos rígida em relação às políticas dos Estados Unidos.
  • Na política interna dos EUA, o Senado rejeitou uma resolução de poderes de guerra que buscava restringir ações militares sem consulta ao Congresso; o governo afirmou ter garantias para operações.
  • O regime americano aprovou, segundo memorando jurídico, uso militar para capturar Nicolás Maduro, enquanto também houve anúncio de suspensão permanente de vistos para imigrantes de 75 países, com efeitos a partir de 21 de janeiro.

Trump deve se encontrar com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, no White House hoje, em Washington. O encontro ocorre no contexto de sinalizações de cooperação com a atual presidente interina Delcy Rodríguez, apontada como figura-chave na gestão diária venezuelana.

Machado, figura da oposição cujo partido foi amplamente considerado vencedor nas eleições de 2024, recebeu indicações de que sua credibilidade para liderar Venezuela é questionada por autoridades americanas. A reunião é parte de uma série de conversas de Washington com atores venezuelanos após a prisão de Nicolás Maduro em Nova York e o subsequente andamento de processos legais contra ele.

Trump afirmou que pretende tratar de assuntos básicos com Machado, em tom reservado, assim como já mencionou, em entrevista, que a líder oposicionista é uma “mulher muito gente boa”. A agenda, segundo o presidente, foca em temas gerais, sem compromissos formais anunciados.

A conversa entre Trump e Rodríguez também ganhou destaque, com o anúncio de que o governo americano tem mostrado interesse em manter canais abertos e discutir liberdades de detentos no país andino. Rodríguez tem adotado posição menos dura em relação a políticas de Washington e disse que continuará liberando prisioneiros detidos sob Maduro, conforme relatos da imprensa.

Outros desdobramentos relevantes

A veiculação de ações no Congresso e decisões administrativas ganhou tração no cenário americano. O Senado votou contra uma resolução de poderes de guerra que impediria ações militares sem comunicação prévia ao Congresso, após garantias recebidas da administração Trump.

A Justiça dos EUA liberou o uso de força militar para capturar Maduro, conforme memo jurídico, ao mesmo tempo em que não respondia se a operação violaria leis internacionais. O episódio suscitou debates sobre a autoridade presidencial e o direito internacional.

A administração anunciou a suspensão indefinida de vistos de imigração para candidatos de 75 países, com validade a partir de 21 de janeiro. A medida visa restringir caminhos legais para os EUA, segundo critérios de elegibilidade aos serviços públicos.

Trump também repercutiu declarações sobre Greenland, defendendo que o território deve ficar sob domínio dos EUA por motivos de segurança nacional, em tom que sugeriu forte alinhamento com a Otan.

Nações diversas foram impactadas por outras ações, como a resposta iraniana aos protestos: autoridades iranianas prometem julgamentos rápidos e execuções, em meio a tensões com a comunidade internacional.

Além disso, representantes democratas apresentaram, nesta semana, ações de impeachment contra a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, após o tiroteio de um cidadão americano por um agente de imigração em Minneapolis, na semana anterior.

Por fim, o governo interrompeu repasses de até 1,9 bilhão de dólares para cuidados com uso de substâncias e saúde mental, o que, segundo especialistas, pode deixar milhares de pacientes sem apoio imediato. Autores de campanhas de recuperação destacam o impacto humano dessas cortes.

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