- Wes Streeting disse estar “horrorizado” com Craig Guildford ainda no cargo, após dizer que ele teria induzido o parlamento e o público e que deveria renunciar até o fim do dia.
- O relatório do Inspetor-Cinistral, Sir Andy Cooke, aponta erros na forma como a polícia do West Midlands coletou informações para justificar a proibição de torcedores do Maccabi Tel Aviv de ir a Birmingham.
- A ameaça foi considerada amplamente exagerada, e a comissão de segurança ficou com poucas opções além da proibição, segundo o relatório.
- O relatório não atribui antisemitismo ou pressão política como causas, mas indica viés de confirmação e descuido na comunicação das evidências.
- A única pessoa capaz de afastar o chefe é o comissário de polícia e crime da região, que afirmou que analisará o relatório, as evidências do comitê de assuntos internos e poderá questionar Guildford no fim do mês.
A conclusão do relatório do inspetor-chefe de polícia Andy Cooke aponta falhas graves na forma como a West Midlands Police coletou e apresentou informações para justificar a proibição de torcedores do Maccabi Tel Aviv em um jogo da Europa League em Birmingham. O documento não atribui antisemitismo, mas aponta uso de inteligência inadequada e inconsistências na comunicação pública.
Craig Guildford, chefe da polícia da West Midlands, enfrenta forte pressão para deixar o cargo após o relatório crítico. Parlamentares locais, o prefeito da região, o líder da Câmara de Birmingham e vários deputados já pediram sua renúncia, citando a perda de confiança pública. O comissário de polícia e crime da região, Simon Foster, disse que irá avaliar o relatório junto a outras evidências antes de qualquer decisão.
O ministro da Saúde, Wes Streeting, disse à Times Radio que ficou chocado com a possibilidade de Guildford continuar no cargo e afirmou que seria horrível se ele não renunciasse até o fim do dia. Streeting também sugeriu que a conduta do chefe de polícia é uma mancha no seu caráter, caso permaneça em atividade sem agir.
O relatório de Cooke revela que o potencial risco apresentado para os torcedores foi amplamente superestimado, deixando o comitê de segurança sem alternativas além da proibição. Indicou ainda que houve declarações enganosas decorrentes de viés de confirmação e descuido, sem apontar distorção deliberada.
A nota de uma carta de Guildford, publicada pela comissão de assuntos internos, pediu desculpas por apresentar evidências incorretas obtidas por meio de inteligência artificial. A polícia de West Midlands informou que tomará medidas imediatas para corrigir as questões identificadas.
Situação atual
O Home Secretary, Shabana Mahmood, disse ter perdido a confiança em Guildford pela primeira vez em 20 anos de serviço, apesar de o chefe de polícia permanecer no cargo. A decisão final cabe ao comissário de polícia e crime da região, que deverá considerar o diagnóstico do relatório, os pareceres da comissão de assuntos internos e um eventual debate público ao fim do mês.
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