- O governo britânico recuou e retirou planos de fotografar, nomear e publicly envergonhar infratores obrigados a fazer trabalho comunitário não remunerado.
- A ideia era divulgar detalhes dos casos e do trabalho comunitário em sites do governo e na mídia local, mas houve receio de humilhar filhos de condenados.
- A medida estava no projeto de lei de sentenças; alteração foi aceita pelo Ministério da Justiça, tirando o direito de publicar nomes e fotos dos infratores.
- O tema foi debatido no Parlamento, com críticas de especialistas em fiscalização e da União dos Oficiais de Probation, que disseram que a publicação poderia trazer sofrimento às famílias.
- O projeto retorna à Câmara dos Comuns para aprovação final; o Ministério da Justiça afirma que as penas de trabalho permanecem duras e visíveis, mesmo sem a publicação de nomes e imagens.
O governo britânico retirou planos polêmicos de fotografar, identificar e expor infratores sentenciados a trabalho comunitário não remunerado. A mudança ocorre após críticas de que o material poderia humilhar filhos de infratores. A decisão foi incorporada a um projeto de lei de condenação que já tramitava no parlamento.
Os planos previávam tornar públicas as details dos casos e do trabalho comunitário por meio de sites do governo e divulgação na imprensa local. A medida estava ligada a uma expansão rápida do pagamento comunitário e seria aplicada a condenados por crimes menores.
Mudança na política
A modificação foi anunciada após avaliações de que a divulgação de nomes e fotos poderia trazer contação de danos às familias. Autoridades destacaram que o cumprimento do trabalho adicionalmente endurecido já seria visível aos olhos do público.
Quem está envolvido
Ao lado do Ministério da Justiça, o comitê de supervisão de condicionalidade e representantes sindicais de oficiais de acompanhamento participaram do debate. Críticos entre eles alegaram que a divulgação prejudicaria familiares sem beneficiar a reabilitação.
Quando e onde ocorreu
A alteração foi formalizada durante o debate sobre o projeto de lei no Parlamento, com o governo assegurando que o regime de serviço comunitário permanece duro e público. O texto retorna agora à Câmara dos Comuns para aprovação final.
Por quê
A justificativa é preservar a possibilidade de cumprir punição eficaz sem expor desnecessariamente familiares de infratores. O governo pretende manter o cumprimento de 40 a 300 horas de serviço na comunidade, com zonas de restrição adicionais.
Desdobramentos
Especialistas indicam que a decisão pode reduzir a evasão de participantes e evitar danos familiares, ao mesmo tempo em que sustenta a severidade das penalidades. A matéria segue em tramitação, com novas determinações possíveis no texto final.
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