- Advogados de Carla Zambelli conseguiram suspender, nesta terça-feira, a audiência de extradição da Itália ao solicitar a troca do colegiado de juízes que analisa o caso.
- Eles afirmam que os magistrados seriam parciais e que a negativa de incluir provas e ouvir o perito violaria convenções internacionais; a substituição deve ser protocolada em até três dias.
- Zambelli disse ter respeito pelos magistrados, mas afirmou perceber desinteresse e teme que o julgamento não seja imparcial.
- A corte italiana ainda não se manifestou sobre a decisão e deve marcar uma nova data para a próxima audiência.
- A ex-deputada está presa em Roma, condenada a dez anos pelo STF; o governo brasileiro pediu a extradição, sob acusação de envolvimento em invasão ao CNJ, com apoio de Walter Delgatti Neto.
A defesa de Carla Zambelli interrompeu nesta terça-feira (20) a audiência de extradição da Itália ao pedir a troca do colegiado de juízes, alegando parcialidade. A equipe sustenta que o tribunal demonstra pressa para aprovar a extradição e que a arguição de suspeição pode ser protocolada em até três dias.
Os advogados afirmam que os juízes são parciais e que a negativa de incluir provas e ouvir o perito Eduardo Tagliaferro viola convenções internacionais. Zambelli, presente à Corte, disse ter respeito aos magistrados, mas afirmou perceber desinteresse e teme pela imparcialidade do julgamento.
A defesa aponta que a Corte tentou encerrar o processo com uma sentença precipitada. O texto da nota, assinado por Pieremilio Sammarco e Fábio Pagnozzi, alega violação de direito constitucional de produzir testemunhas e provas.
Jurisdição e próximos passos
A Justiça italiana ainda não se pronunciou sobre o pedido de suspeição e deve indicar nova data para a próxima audiência nos próximos dias. O Ministério da Justiça brasileiro pediu a extradição para que Zambelli cumpra pena no Brasil.
Carla Zambelli está detida em Roma após deixar o Brasil e ter sido condenada a dez anos pelo STF. O governo brasileiro requer a entrega para cumprir a pena por suposta participação em invasão ao CNJ, com apoio de um hacker. Ela renunciou ao mandato em dezembro.
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