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Lindbergh aciona Justiça contra Flávio Bolsonaro por vídeo editado de Lula

Lindbergh Farias processa Flávio Bolsonaro por vídeo editado de Lula; aponta desinformação estruturada e abuso da liberdade de expressão

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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  • O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, acionou a Advocacia-Geral da União, o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal contra o senador Flávio Bolsonaro pela publicação de um vídeo editado do presidente Lula.
  • O vídeo atribui falsamente a Lula a frase “pobre não nasceu para estudar”; no discurso original, ele criticava a ideia de elites que defendiam que pobres não deveriam ter acesso à universidade.
  • Lindbergh sustenta que a manipulação extrapola a liberdade de expressão e caracteriza manipulação deliberada de conteúdo audiovisual, prática associada a fake news.
  • O deputado pediu condenação por desinformação estruturada, abuso da liberdade de expressão e propaganda política antecipada negativa, ressaltando que a circulação do conteúdo continua mesmo que a publicação seja removida.
  • Foi solicitada a extração de cópias para monitoramento pelo TSE e para eventual avaliação pelo STF sobre ligação com o Inquérito nº 4.781, que investiga redes de fake news e milícias digitais.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, acionou nesta terça-feira (20) a Advocacia-Geral da União, o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal contra o senador Flávio Bolsonaro. A ação envolve a publicação de um vídeo editado do presidente Lula.

Segundo Lindbergh, a publicação atribuiu a Lula a frase “pobre não nasceu para estudar”, o que, na prática, distorce o contexto original, em que o presidente criticava a visão de elites que defendiam que pobres não deveriam ter acesso à universidade.

O deputado sustenta que a manipulação das imagens ultrapassa os limites da liberdade de expressão na crítica política legítima e configura disseminação deliberada de conteúdo jornalístico de forma enganosa, caracterizando desinformação estruturada.

Lindbergh pediu a extradição de cópias para o TSE, como medida preventiva para monitorar e coibir esse tipo de prática no período eleitoral. O objetivo é acompanhar impactos eleitorais decorrentes de conteúdos manipulados.

A ação também busca encaminhar material ao STF para avaliar possível conexão com o Inquérito nº 4.781, que investiga redes de fake news e milícias digitais, segundo o deputado.

A denúncia aponta que, mesmo que a publicação seja removida posteriormente, o conteúdo continua circulando em diferentes perfis, mantendo efeitos nocivos no debate público.

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