- PT vai manter Haddad como candidato ao governo de São Paulo em dois mil e vinte e seis, sem plano B, para evitar uma derrota que comprometa a reeleição de Lula.
- Tarcísio de Freitas lidera com a máquina pública e tem aprovação na casa dos sessenta por cento, além de uma tradição antipetista no interior paulista.
- O PT já tentou vencer em SP com vários nomes ao longo dos anos e não conseguiu, incluindo Haddad em dois mil e dezenove e dois mil e vinte e quatro.
- A estratégia é repetir o desempenho de dois mil e vinte e dois: ir ao segundo turno, vencer na capital e manter a diferença para sustentar a vitória de Lula no plano nacional.
- Haddad pode ficar “queimado” se perder novamente, o que alimenta a discussão sobre sua eventual candidatura em dois mil e trinta, dependendo da vitória de Lula em dois mil e vinte e seis.
O PT não tem plano B para a disputa pelo governo de São Paulo em 2026 e quer que Fernando Haddad concorra, mesmo diante de possibilidades de derrota. A estratégia busca evitar um desgaste que comprometa a campanha de Lula à reeleição.
A avaliação na direção do partido é que a vitória do favorável Tarcísio de Freitas, que detém apoio estadual e recursos administrativos, poderia ampliar a vantagem sobre o PT no interior. O cálculo é manter Haddad na corrida para evitar derrota ampla.
O histórico do PT em SP mostra eleições passadas nas quais o partido não conseguiu vencer o governo, mesmo com nomes de peso. A derrota de Haddad em 2026 seria avaliada como mais previsível, segundo interlocutores ligados à dirigência.
Segundo aliados, Haddad já disputou o segundo turno com Tarcísio em 2022 e ganhou na capital. A aposta é repetir o desempenho para resguardar a votação presidencial de Lula, que teve margem expressiva no plano nacional.
Entre desdobramentos internos, há quem tema uma nova derrota prejudicial à imagem de Haddad, cujo caminhos apontam para futuras candidaturas. O grupo que sustenta a executiva federal defende que a vitória de Lula em 2026 pode abrir espaço para Haddad em cargos de alta visibilidade.
Ainda segundo o núcleo duro do governo, o planejamento para 2030 depende do resultado de 2026. Caso haja reeleição de Lula, Haddad poderia assumir posição estratégica para consolidar seu projeto, mantendo o foco no Brasil como um todo.
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