- A aeronave que levou o ministro Dias Toffoli à final da Libertadores em Lima, em 2025, também realizou voos entre Ourinhos e Brasília em março e agosto, conforme registros ligados ao empresário Luiz Osvaldo Pastore.
- Os deslocamentos coincidiram com períodos em que seguranças do Judiciário estiveram no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), empreendimento que teve parentes de Toffoli como sócios.
- Dados oficiais indicam que, em 7 de março de 2025, o avião saiu de Ourinhos com destino a Brasília, enquanto diárias mostram a presença de seguranças em Ribeirão Claro entre 2 e 6 de março; em 1º de agosto, a rota foi invertida, Brasília para Ourinhos.
- Em dezembro, Toffoli integrou uma viagem à Lima com Pastore e o advogado de um investigado no Banco Master; vídeo de 22 de agosto mostra o ministro recebendo Pastore e André Esteves no Tayayá.
- A apuração aponta que familiares de Toffoli teriam participação em Tayayá via um fundo ligado à gestora Reag, liquidada pelo Banco Central; cunhada do ministro nega participação do marido.
A aeronave que levou o ministro Dias Toffoli, do STF, à final da Libertadores da América de 2025 em Lima também aparece em registros de viagens ligadas ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro, PR. Os voos teriam ocorrido próximo a períodos em que seguranças do Judiciário estiveram no local.
Relatórios oficiais e apurações indicam que o avião pertence a uma empresa do empresário Luiz Osvaldo Pastore e realizou deslocamentos entre Ourinhos, SP, e Brasília, DF, nos meses de março e agosto. Ourinhos fica a 40 km do Tayayá, que já teve parentes de Toffoli entre os sócios.
Entre as datas de viagem, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região autorizou diárias para seguranças que acompanharam um ministro do STF em Ribeirão Claro, coincidindo com os voos da aeronave associada a Pastore. Dados oficiais apontam permanência dos agentes em Ribeirão Claro por vários dias.
No final de 2024, Toffoli foi visto em voo da mesma aeronave para Lima, junto a advogados de interesse do caso Banco Master. Vídeo recente mostra Toffoli recebendo Pastore e o banqueiro André Esteves no Tayayá, elevando o foco sobre vínculos entre a gestão do resort e redes ligadas ao banco citado.
Detalhes financeiros e ligações societárias
Relatórios indicam que familiares de Toffoli teriam participação acionária no Tayayá por meio de um fundo gerido por uma entidade já ligada à fraude investigada na Operação Compliance Zero. Também há menção a participação de um fundo adquirido em 2021 por um dos irmãos do ministro, conforme apurações.
Segundo as apurações, o fundo seria parceiro de uma gestora envolvida em fraudes e com prejuízos associados a operações do Banco Master. Em resposta, a cunhada de Toffoli negou participação do marido no Tayayá, alegando total ausência de envolvimento.
O STF informou, em nota, que a atuação da segurança institucional visa preservar autonomia e imparcialidade. A instituição também ressaltou que ministros enfrentam ameaças recorrentes por meios digitais e presenciais, com ações criminosas being registradas.
A Gazeta do Povo procurou o gabinete de Toffoli para comentário. O STF reiterou que as ações de segurança seguem a legislação vigente e que não haverá conclusão prematura sobre os pontos apurados, mantendo o foco na apuração dos fatos.
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