- A oposição ao governador Ibaneis Rocha pediu impeachment após Ibaneis ter sido citado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em depoimento à Polícia Federal.
- Vorcaro afirmou que tratou diretamente com Ibaneis a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB), e que o governador esteve em sua casa; Ibaneis disse que foi apenas a um almoço, sem tratar da transação.
- As investigações apontam rombo de cerca de R$ four bilhões envolvendo as operações entre o Master e o BRB; a PF e o Ministério Público Federal veem indícios de fraude em credores sem lastro.
- O BRB admite a possibilidade de registrar prejuízos e avalia aportes do governo do Distrito Federal para cobrir perdas, o que preocupa a oposição pela possibilidade de uso de recursos públicos.
- O BRB informou que a contabilidade dos eventuais prejuízos está em auditoria independente; ressaltou a robustez com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões.
A oposição ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), pediu nesta sexta-feira (23) o impeachment dele após o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à Polícia Federal. A solicitação envolve investigações sobre a transação entre o Master e o BRB, reveladas pela operação Compliance Zero.
Vorcaro afirmou à PF ter conversado diretamente com Ibaneis sobre a venda do Master ao BRB e disse que o governador esteve na sua casa. Ibaneis confirmou o encontro, mas negou tratar da transação. Em nota, o chefe do Executivo disse ter ido a um almoço apenas.
A apuração aponta um rombo de cerca de R$ 4 bilhões relacionado aos negócios entre o Master e o BRB. A PF e o Ministério Público Federal levantam que o BRB pagou R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito sem lastro, catalisando as investigações.
Desdobramentos financeiros no BRB
Diante das denúncias, o BRB admite a possibilidade de registrar perdas ligadas às operações com o Master. A instituição avalia manter aportes do governo do DF como forma de capitalização, o que significaria uso de recursos públicos para cobrir prejuízos.
Segundo o banco, a gestão de Ibaneis Rocha sinalizou a possibilidade de absorver as perdas financeiras. A oposição vê risco direto ao dinheiro público e cobra responsabilidade política do governador.
O BRB informou que a contabilidade dos possíveis prejuízos está sendo analisada por auditoria independente, com apoio de consultoria técnica. A instituição ressaltou ainda sua robustez, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões.
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