- A primeira-ministra de Wales, Eluned Morgan, afirmou que as eleições de maio não devem ser um referendo a Keir Starmer e que o foco deve ser o futuro do país.
- Ela disse que Plaid Cymru e os Verdes podem conquistar cadeiras e que há muito em jogo para a economia e os serviços públicos, portanto não é hora de protestar contra o governo federal.
- Morgan sustenta que o Labour enfrenta dificuldade nas pesquisas, mas vai defender as prioridades de Wales mesmo que entrem em conflito com o governo do Reino Unido.
- A líder galês apontou que Reform UK e Plaid podem vencer mais assentos que o Labour, refletindo pressão por mudanças após 26 anos de governo trabalhista.
- Sobre a relação com a União Europeia, Morgan defende uma conexão comercial o mais estreita possível, afirmou que reingressar à UE não é prioridade no momento, mas não deve ser descartado no longo prazo.
A primeira-ministra do País de Gales, Eluned Morgan, pediu aos eleitores que as eleições de maio não sejam tratadas como um referendo a Keir Starmer. Em entrevista ao Guardian, ela destacou a importância de a população focar no futuro da região e na entrega de serviços, não em protestos contra o governo de Westminster.
Morgan afirmou que duas forças a favor da independência, Plaid Cymru e os Verdes, podem participar do poder. She disse que há muito em jogo para a economia e para os serviços públicos, o que exige decisões baseadas nas necessidades locais. O cenário é visto como uma luta pela terceira posição no Senedd.
Para a senadora, o objetivo é defender as prioridades de Gales, mesmo quando divergirem da linha do governo britânico. Ela reconheceu dificuldades predictas no pleito, com pesquisas colocando Plaid e Reform UK à frente do Partido Trabalhista em certas estimativas.
A líder do Labour em Gales indicou que não é hora de votos de protesto contra Starmer. Segundo ela, a eleição pede avaliação de políticas que beneficiem comunidades locais e a prestação de serviços, independentemente de sinais partidários nacionalistas.
Na análise sobre o panorama político, Morgan mencionou que o cenário de austeridade passou por parte da década anterior. Ela ressaltou que anos de cortes afetam a economia galesa, mas que o orçamento atual permite mirar o futuro com maior margem de manobra.
Sobre a relação com a União Europeia, Morgan defendeu manter o relacionamento mais próximo possível. Ela apontou que 59% das exportações de Gales são de bens, destacando que a reaproximação com a UE deve ser considerada no longo prazo, mesmo sem uma decisão imediata de reentrada.
Morgan também comentou a gestão da NHS, reconhecendo críticas sobre as listas de espera. Abaixou o tom ao comparar as métricas de Gales com as da Inglaterra, alegando diferenças de metodologia e contexto entre os sistemas de saúde.
Desdobramentos eleitorais e coalizões
A chefe trabalhista destacou o risco de uma vitória de Plaid ou Verdes influenciar a condução das políticas públicas. Ela afirmou que o peso de decisões sobre financiamento e serviços pode mudar significativamente dependendo do resultado do Senedd.
Sobre Reform UK, Morgan criticou a proposta de políticas divisivas e afirmou que o partido representa o que ela classifica como uma “política de raiva”. Ela rebateu a ideia de novidades políticas, afirmando que o eleitor pode estar diante de figuras vinculadas a dinâmicas conhecidas.
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