- Após raio atingir dezenas de pessoas na Praça do Cruzeiro, o Corpo de Bombeiros informou 72 atendimentos; 30 foram levadas ao hospital e oito estavam em estado instável.
- O incidente aconteceu ao fim da Caminhada pela Liberdade, liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília, com chuva e guindaste no local.
- Parlamentares de esquerda criticaram Ferreira, incluindo Lindbergh Farias, Erika Hilton, Ana Paula Lima, Erika Kokay, José Guimarães e Camila Jara, atribuindo-lhe responsabilidade pela situação.
- Lindbergh Farias afirmou que a caminhada foi imprudente por ocorrer às margens de rodovia sem autorização da Polícia Rodoviária Federal e sob tempestade.
- A Caminhada pela Liberdade partiu de Paracatu (MG) e percorreu 240 quilômetros até Brasília, com o objetivo de denunciar supostos abusos do Supremo Tribunal Federal.
Depois do raio que deixou dezenas feridos na Caminhada pela Liberdade, parlamentares de esquerda criticaram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), alegando irresponsabilidade na organização do ato. O episódio ocorreu ao fim da caminhada, na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o local tinha chuva forte e um guindaste próximo, fatores que teriam contribuído para a descarga elétrica. Ao todo, 72 pessoas receberam atendimento; 30 foram encaminhadas a hospitais, com oito em situação estável instável, conforme boletim da corporação.
Parlamentares da esquerda passaram a cobrar responsabilização de Ferreira pelas circunstâncias do ato, já havia críticas anteriores à mobilização. A oposição aponta risco à segurança ao organizar o evento próximo a rodovias, sob mau tempo.
Reações e críticas
Lindbergh Farias (PT-RJ) publicou vídeo afirmando que a caminhada foi organizada sem autorização policial e ocorreu sob tempestade, caracterizando imprudência. O objetivo apontado seria desviar o foco de interesses financeiros, segundo a leitura dele.
Erika Hilton (PSOL-SP) criticou a condução do ato, sugerindo que a decisão colocou apoiadores em risco para ganhos políticos. Ainda que demonstrasse solidariedade às vítimas, afirmou que a organização foi irresponsável.
Ana Paula Lima (PT) chamou de criminosos os responsáveis pela marcha, argumentando que o conjunto de estruturas metálicas e o guindaste atraíram raios durante o temporal. Erika Kokay (PT-DF) correlacionou o episódio a uma lógica de extremismo.
José Guimarães (PT-CE) enfatizou que levar pessoas às ruas durante chuva e raios coloca vidas em risco, apontando para possíveis responsabilizações. Camila Jara (PT-MS) usou tom crítico ao comparar o ato a atitudes de liderança contestada.
Sobre a marcha
A Caminhada pela Liberdade teve início em Paracatu (MG) em 19 de janeiro e percorreu 240 quilômetros até chegar a Brasília. O grupo contou com participação de manifestantes e de outros parlamentares de ponta direita, recebidos por apoiadores na capital federal.
O movimento teve como objetivo denunciar supostos abusos do Supremo Tribunal Federal, segundo a narrativa dos organizadores. O incidente no fim da marcha não encerrou o debate sobre o formato da mobilização nem sobre as avaliações políticas envolvidas.
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