- O ex‑ministro Carlos Marun disse que vai procurar Michel Temer ainda nesta semana para tentar convencê‑lo a concorrer à presidência nas eleições de outubro.
- A ideia seria apresentar um caminho para reduzir a polarização entre Lula e Bolsonaro e devolver protagonismo ao centro político.
- Marun afirma que a candidatura de Temer seria “fora dos extremos” e que o MDB seria o encaixe mais adequado para essa bandeira.
- Temer ainda não se posicionou oficialmente, mas Marun diz acreditar que vale insistir na ideia.
- O ex‑ministro pretende conversar com Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, e vê a eventual candidatura como forma de unificar o partido, hoje dividido.
O ex-ministro Carlos Marun, aliado de Michel Temer, informou que vai procurá-lo ainda nesta semana para tentar convencê-lo a disputar a presidência nas eleições de outubro. A ideia é buscar reduzir a polarização entre apoiadores de Lula e Bolsonaro e devolver protagonismo ao centro político.
Marun avalia que o momento político favorece uma candidatura fora dos extremos, citando nomes como Ratinho Júnior e Eduardo Leite, mas afirma que a bandeira deveria ficar com o MDB, partido de Temer. A candidatura do ex-presidente seria consistente, segundo ele, independentemente de vencer ou perder.
Temer ainda não se posicionou oficialmente sobre a possibilidade, mas Marun afirma que vale insistir. Ele lembrou que Temer integrou a chapa de Dilma Rousseff em 2014 e assumiu o governo após o impeachment.
“Vejo os olhos dele brilhando quando fala de política e ele está em plenitude de saúde”, afirmou Marun, para a Folha de S Paulo. O político diz que vale a tentativa, mesmo sem confirmação de candidatura.
Marun disse não pretender votar em Lula, a quem acusa de chamá-lo de golpista com frequência desde o impeachment de Dilma. Além disso, criticou a direita aliada a Bolsonaro e criticou a viagem de Flávio Bolsonaro a Israel.
O ex-ministro informou ainda que pretende conversar com Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, para discutir o projeto político. A crença é de que a candidatura de Temer poderia ajudar a unificar o MDB, hoje dividido entre alas alinhadas a Lula e a Bolsonaro.
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