- O governador Ibaneis Rocha reafirmou a pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, em meio a repercussões do caso envolvendo a venda do Banco Master ao BRB.
- Vorcaro informou à Polícia Federal que conversou algumas vezes com Ibaneis sobre a venda e que o governador chegou a visitar sua casa; Ibaneis diz que apenas participou de um almoço e não tratou do assunto.
- A Câmara Legislativa aprovou, no ano passado, a operação que transferiu 58% do Master para o BRB, apesar de pareceres apontarem irregularidades e dúvidas sobre a viabilidade do negócio.
- Em outubro, Ibaneis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lideravam a disputa pelo Senado pelo DF, segundo pesquisa; na época, estavam tecnicamente empatados.
- O BRB pode precisar de aporte do governo do DF para conter prejuízos, com possibilidade de intervenção do Banco Central devido à insuficiência patrimonial.
Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, reafirmou nesta terça-feira sua pré-candidatura ao Senado pelo DF. O anúncio ocorreu após a circulação de informações de que ele poderia desistir da disputa, em meio aos desdobramentos do caso relacionado à venda do Banco Master ao BRB.
O Banco BRB, controlador pelo GDF, comprou o Banco Master em operação que gerou preocupação na oposição. Parlamentares da Câmara Legislativa apresentaram questionamentos sobre a transação e pediram esclarecimentos ao governo. O caso também chegou ao STF por meio de investigações em curso.
Ibaneis disse, por meio de publicação no X, que mantém o foco em servir os brasilienses e destaca conquistas do governo nos últimos sete anos. Ele ressaltou o desempenho em obras e programas sociais para justificar a continuidade de seu projeto político.
Segundo apurações, Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal ter conversado com o governador sobre a venda do Master ao BRB. O empresário disse ainda ter recebido Ibaneis em sua residência, o que envolve as investigações que tramitam no STF.
O governador negou ter tratado do tema com Vorcaro. Ele informou ter ido apenas a uma reunião informal para um almoço, após convite, sem envolvimento em negociações sobre o negócio. A explicação foi dada à imprensa.
A aprovação da transação pela Câmara Legislativa ocorreu no ano passado, em votação relâmpago que contou com dois turnos no mesmo dia e rápida sanção de Ibaneis. A decisão permanece sob escrutínio técnico e político.
A Coluna do Estadão indica que o BRB pode precisar de aporte do GDF para cobrir déficits, diante de risco de intervenção do Banco Central por insuficiência patrimonial. A defesa de fontes públicas sugere que medidas do governo podem ser necessárias para estabilizar a instituição.
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