- Kassab afirmou que Tarcísio de Freitas não pode governar sob tutela de Bolsonaro e precisa ter identidade política própria.
- O PSD sinalizou lançar candidato próprio à Presidência e esfria apoio a nomes ligados a Bolsonaro; Caiado filiou ao PSD, visto como movimento relevante.
- O partido também menciona Eduardo Leite e Ratinho Júnior como pré-candidatos em potencial, dizendo que apoiará quem apresentar melhor desempenho nas pesquisas.
- Kassab ressaltou que a gratidão a Bolsonaro é importante, mas não pode haver submissão política por parte de Tarcísio.
- A declaração ocorreu em entrevista ao UOL, dois dias após a filiação de Caiado ao PSD.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, sugeriu que Tarcísio de Freitas não pode governar sob tutela política, mesmo reconhecendo a importância do apoio de Bolsonaro para a sua projeção nacional. A ideia é formar uma identidade própria para o governador de São Paulo.
Kassab afirmou que a gratidão é natural, mas a construção de uma identidade política é essencial para quem comanda o maior estado do país e almeja voos maiores. A fala ocorreu em entrevista ao UOL nesta quinta-feira.
A declaração chega dois dias após Kassab filiar Ronaldo Caiado ao PSD, em processo que o afasta do União Brasil e mira a candidatura presidencial. A movimentação é vista como distanciamento de Flávio Bolsonaro, alvo de Bolsonaro entre possíveis representantes da direita.
Contexto no PSD
Além de Caiado, o PSD tem outros nomes cotados para a disputa, como Eduardo Leite e Ratinho Jr. Kassab disse que a sigla apoiará quem apresentar melhor desempenho nas pesquisas, buscando uma alternativa de centro-direita à polarização entre Lula e Bolsonaro.
Kassab ressaltou que, desde o início de sua gestão, mantém respeito ao ex-presidente, considerado líder pela base, sem deixar de enfatizar a necessidade de que Tarcísio demonstre independência política. O objetivo é evitar submissão e ampliar a legitimidade do governo paulista.
O secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo, cargo ocupado por Kassab desde 2023, destacou a relevância de um modo de governar com identidade própria. O PSD mantém presença em ministérios do governo Lula, com três pastas.
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