- O senador Carlos Viana disse que a CPMI do INSS ouvirá, na quinta-feira, cinco de fevereiro, o presidente da autarquia, Gilberto Waller Júnior, no mesmo dia em que os banqueiros Daniel Vorcaro e Cardamone Neto.
- Viana também pediu que Vorcaro seja obrigado a falar no depoimento para esclarecer a concessão de empréstimos consignados a aposentados.
- O senador reclamou de “blindagem” de decisões judiciais a favor de Vorcaro; o ministro Dias Toffoli, relator do caso, decretou sigilo elevado na tramitação e retirou dados da quebra de sigilo do banqueiro.
- A CPMI deve retomar os trabalhos em cinco de fevereiro, com foco em fraudes nos empréstimos consignados, incluindo suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas.
- Em dois mil e vinte e cinco, a CPMI ouviu vinte e seis testemunhas; até janeiro de dois mil e vinte e seis analisou quatro mil oitocentos documentos, setenta e três requerimentos de informação e quarenta e oito quebras de sigilo, com cerca de cento e oito empresas suspeitas e mais de um bilhão e duzentos milhões de reais em movimentações investigadas.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) informou que a CPMI do INSS ouvirá o presidente da autarquia, Gilberto Waller Júnior, no dia 5 de fevereiro. A oitiva ocorre no mesmo dia em que os banqueiros Daniel Vorcaro e Cardamone Neto serão chamados. A sessão visa esclarecer a concessão de empréstimos consignados a aposentados.
Viana defendeu que Vorcaro seja obrigado a depor para esclarecer supostos favorecimentos em créditos a segurados. O senador afirmou ainda que há resistência a decisões judiciais que beneficiam o empresário. O caso envolve dados sigilosos e procedimentos questionados pela CPMI.
Sigilo e tramitação
O ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, decretou sigilo elevado na tramitação dos autos. Também retirou da comissão todos os dados da quebra de sigilo do banqueiro, segundo informações de assessoria da CPMI.
Retomada dos trabalhos
A CPMI deve retomar atividades no dia 5 de fevereiro. A agenda para o ano não foi divulgada. Os trabalhos da comissão, neste ano, terão foco em fraudes nos empréstimos consignados, com indícios de assédio, concessões sem consentimento e renovações fraudulentas.
Panorama da CPMI
Em 2025, a CPMI ouviu 26 testemunhas. O relator Alfredo Gaspar descreveu Antunes, o Careca do INSS, como autor de grande fraude a aposentados. Dados da CPMI apontam movimentação de R$ 24,5 milhões em cinco meses.
Até janeiro de 2026, a CPMI analisou 4,8 mil documentos, 73 requerimentos de informação e 48 quebras de sigilo. Foram 108 empresas investigadas e mais de R$ 1,2 bilhão em operações sob a lupa da comissão.
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