- Em 13 dias na Papudinha, Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu ao menos três visitas médicas por dia, realizou caminhadas e fisioterapia, mas não leu livros para descontar pena.
- O relatório das atividades, divulgado pela Polícia Militar do Distrito Federal ao Supremo Tribunal Federal, cobre 15 a 27 deste mês e descreve visitas, atendimentos e sessões de fisioterapia.
- Bolsonaro chegou à Papudinha no dia 15 à noite, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal; o relatório detalha entre 16 e 27 dias nove ocasiões com de três a cinco visitas médicas diárias.
- No dia 20, estiveram no local três peritos da Polícia Federal para perícia médica que poderá influenciar a decisão de Moraes sobre eventual regime domiciliar.
- O documento indica que não houve episódios graves que justifiquem as visitas médicas, a maior parte das ocasiões foram avaliações clínicas de rotina; também aponta que não houve leitura de livros pelos dias relatados.
A Polícia Militar do Distrito Federal entregou ao STF um relatório com as atividades de Jair Bolsonaro durante os primeiros 13 dias de prisão na Papudinha, em Brasília. O documento detalha visitas médicas, atendimentos e exercícios do ex-presidente entre 15 e 27 de fevereiro.
Bolsonaro chegou à Papudinha na noite de 15 de fevereiro, após determinação do ministro Alexandre de Moraes (STF). O relatório do UOL aponta que, entre 16 e 27, ele recebeu de quatro a cinco visitas médicas por dia em nove ocasiões, com médicos da equipe particular e profissionais da Secretaria de Saúde do DF.
Nos demais dias, o ex-presidente teve ao menos três visitas médicas em horários distintos. O relatório também registra a presença da equipe de três peritos da Polícia Federal no dia 20, para uma perícia médica que poderá influenciar a decisão de Moraes sobre eventual regime domiciliar.
Peritos aguardavam documentos de exames e procedimentos para a perícia. Segundo apuração, exames após a queda ocorrida na carceragem da PF e cirurgias recentes só foram encaminhados à perícia na semana em curso, com expectativa de um laudo nos próximos dias.
Bolsonaro não teria lido nenhum livro nesse período, conforme o relatório. A leitura é um dos critérios para desconto de pena de 27 anos e três meses de prisão. Moraes autorizou a participação dele no programa de remição por leitura, a pedido da defesa.
Relatório aponta ao menos uma caminhada diária em seis dias e sessões de fisioterapia em cinco dias. O documento indica que as caminhadas ocorreram em horários variados, sem detalhar distâncias ou duração.
Além disso, o relatório não menciona episódios graves que motivassem as visitas médicas. A maior parte das visitas foi classificada como avaliação clínica de rotina, com monitoramento de sinais vitais e estado geral de saúde.
Resumo do período de 13 dias na Papudinha permanece com foco em atividades médicas, exercícios físicos e a possível inclusão de remição por leitura, conforme avaliação de Moraes e da equipe de saúde envolvida.
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