- O governador Tarcísio de Freitas decidiu disputar a reeleição ao governo de São Paulo, abrindo disputa interna entre partidos da base para a vaga de vice.
- O atual vice-governador, Felício Ramuth, do PSD, é apontado como favorito para permanecer na chapa, por sua atuação e discrição.
- O PSD, liderado por Gilberto Kassab, sinaliza que pode oferecer a vaga de vice, o que acende a expectativa no PL e em outros aliados da base.
- Partidos como PL e MDB já discutem nomes para a vice, incluindo o presidente da Assembleia, André do Prado (PL), e o prefeito Ricardo Nunes (MDB).
- No campo da oposição, há articulações para Haddad (PT) ou Simone Tebet (MDB), com possibilidades de o PL sugerir Michelle Bolsonaro para concorrer ao Senado.
O governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, decidiu conciliar a reeleição ao governo de São Paulo com a estratégia de manter a base governista unida. A notícia aponta que a mudança ocorre após ele abrir mão da pré-candidatura presidencial. A meta é manter a governabilidade no estado em 2026 e, ao mesmo tempo, pensar em 2030.
Felício Ramuth, atual vice-governador e ex-prefeito de São José dos Campos, permanece como possível nome na chapa. Ramuth tem atuado junto a Tarcísio em viagens ao exterior e mantém o cargo sob avaliação conforme a conjuntura política interna.
Kassab e a articulação do PSD
Gilberto Kassab, atual secretário de governo e presidente do PSD, sinalizou que poderia aceitar o convite para a vice se for dirigido a ele. Kassab deve deixar o governo nos próximos dias para se dedicar às articulações partidárias, fortalecendo a posição do PSD no estado.
Esquerda e base aposos
Partidos da base, como PL, MDB e PP, já manifestam interesse na vaga de vice. André do Prado (PL), presidente da Alesp, é cotado para uma indicação do PL, com apoio do seu presidente nacional Valdemar da Costa Neto. O MDB também busca participação na chapa.
Contexto do PL
Fontes do PL afirmam que Valdemar trabalha com o nome de Michelle Bolsonaro, esposa de Jair Bolsonaro, para a vice. A pretensão seria contrapor Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) na chapa para o Senado paulista, mantendo o protagonismo do núcleo bolsonarista no estado.
Cenário para o MDB
No MDB, a aposta recai sobre Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, para compor a chapa, com a ideia de manter o vice até 2028 e abrir caminho para disputar o governo estadual em 2030. No entanto, há resistências internas ligadas a cargos de vice já ocupados.
Conflitos e avaliações internas
Fontes próximas ao Palácio dos Bandeirantes dizem que o atual vice de Nunes, o coronel Mello Araújo (PL), pode complicar a articulação do MDB. A percepção é de que Araújo pode atrapalhar o secretariado e licitações, dificultando a aliança entre MDB e o governo.
Manutenção de Felício Ramuth em foco
Ainda segundo apuração, Tarcísio prefere manter Felício Ramuth como vice para evitar desgastes com a base. Ramuth seria a opção mais estável, devido à colaboração com o governo e à discrição em questões internas.
Aspectos eleitorais locais
O PSD divulgou que conquistou o maior número de prefeituras em SP na última eleição, o que fortalece a posição de Kassab. Partidos da base, no entanto, têm alternativas que podem questionar a hegemonia do PSD na montagem da chapa.
Movimentação da ala bolsonarista
A aproximação com a família Bolsonaro permanece como elemento de pressão para o PL. Enquanto Valdemar da Costa Neto busca consolidar o nome de Michelle Bolsonaro, aliados veem o acordo com o Senado como prioridade do PL em 2026.
O que se sabe sobre a pauta do Senado
O acordo de 2026 previa vaga para o Senado ocupada pelo PL, com a decisão final sobre o vice cabendo ao governador. A eleição de 2030 também condiciona as escolhas, já que Tarcísio pode concorrer ao Senado caso seja reeleito.
Cenário da oposição no governo de SP
Entre os adversários, Haddad (PT) e Tebet (MDB) aparecem como nomes fortes para o governo de SP, com Haddad já deixando o Ministério da Fazenda em fevereiro para se dedicar à campanha.
Possíveis cenários para o governo de SP
Se Haddad avançar, Tebet poderia concorrer ao Senado ao lado de Marina Silva (Rede). O PSOL também planeja lançar Érika Hilton para o governo paulista, ampliando o conjunto de opções no pleito.
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