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Ex-primeiro-ministro Abhisit retorna à disputa política, impulso para seu partido

O retorno de Abhisit reacende o Democratas, amplia apoio conservador e pode influenciar coalizões, com fortalecimento no sul.

Former Democrat Party leader Abhisit Vejjajiva announces his resignation as a member of the parliament during a press conference in Bangkok, Thailand June 5, 2019. REUTERS/Soe Zeya Tun
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  • O ex-primeiro ministro Abhisit Vejjajiva voltou à política ativa em campanha para as eleições gerais de fevereiro, impulsionando oumbientado do Partido Democrata.
  • Em Bangkok, ele percorreu um mercado local cumprimentando eleitores e dizendo buscar mais opções de voto.
  • Pesquisas indicam recuperação do Partido Democrata, com o apoio conservador ganhando força e posi­cionando Abhisit como figura chave na coalizão pós-eleições.
  • Levantamento do Instituto Nacional de Administração de Desenvolvimento (NIDA) mostra Abhisit em terceiro entre potenciais candidatos a premiê, com o Partido Democrata em quarto no conjunto.
  • O apoio do sul do país tem sido fundamental para a recolocação do partido, apesar de o challenge de vencer em Bangkok permanecer, especialmente diante da perspectiva de uma coalizão parlamentar.

O ex-primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva voltou à cena política tailandesa, discursando e cumprimentando eleitores em Bangkok durante a campanha para as eleições de 8 de fevereiro. Pedestres pararam para selfies com o líder, que busca reanimar o Partido Democrata. Abhisit afirma que quer oferecer escolha e devolver o vigor ao partido.

A volta dele tem impulsionado a atuação dos Democratas e redesenhado o tabuleiro eleitoral, antes visto como um duelo entre Bhumjaithai, o Partido do Povo e o Pheu Thai. Em Bangkok e no sul, o eleitorado conservador parece mais receptivo ao retorno de Abhisit, segundo analistas.

Abhisit, aos 61 anos, disse à Reuters que o objetivo é oferecer uma alternativa real aos eleitores. O histórico dele inclui um mandato de 2008 a 2011 e uma gestão marcada por protestos de rua e por uma repressão classificada por ONGs como violenta em 2010.

Pesquisas e perspectivas

Levantamento do National Institute of Development Administration (NIDA) aponta Abhisit em terceiro lugar entre prováveis candidatos a primeiro-ministro, com o Democratas em quarto na avaliação geral. Os números sugerem influência suficiente para formar coalizões.

Parte do impulso dos Democratas vem do sul, região tradicional do partido, que enfrentou inundações graves em novembro. Em Songkhla, Abhisit aparece como favorito em pesquisa local, apesar de a capital permanecer crucial para a composição de maioria parlamentar.

A disputa ocorre após o dissolve da Câmara pelo premier Anutin Charnvirakul, em meio a tensões com a vizinha Camboja. Analistas ressaltam que o pleito pode resultar em governos de coalizão, sem maioria clara para qualquer bloco.

Apesar do retorno, Abhisit reconhece que conquistar Bangkok, maior bloco eleitoral, é desafio significativo. O ex-líder aposta na renovação do partido e na retomada de seus princípios históricos.

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