- A oposição reuniu 280 assinaturas para pedir a criação de uma CPMI do Banco Master, articulada pelo deputado Carlos Jordy, para investigar irregularidades e convocar pessoas centrais do caso, incluindo Daniel Vorcaro e parentes de ministros do STF.
- Na Câmara, o deputado Rodrigo Rollemberg lidera um pedido de CPI com 211 assinaturas, com forte adesão do PT,Superando o apoio do Centrão e evidenciando pressão política.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirma que o pedido seguirá a fila regimental, o que adia as investigações; críticos dizem que a base governista aposta no atraso para reduzir o impacto político.
- O ministro Dias Toffoli avalia fatiar o inquérito do Banco Master, enviando parte das apurações para a Justiça Federal de primeira instância, mantendo no STF as ações envolvendo políticos com prerrogativa de foro; estratégia defendida por Gilmar Mendes.
- O PT pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a proibição do impulsionamento pago de críticas a governos na pré-campanha e sugeriu medidas sobre o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral.
A oposição já apresentou 280 assinaturas para criar uma CPMI do Banco Master, liderada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). A ideia é investigar supostas irregularidades no banco e convocar testemunhas como Daniel Vorcaro e pessoas próximas a ministros do STF. Paralelamente, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) coordena pedido de CPI com 211 assinaturas, com forte adesão do PT.
O andamento do processo revela contenção. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o texto seguirá a fila regimental, atrasando as investigações. Críticos dizem que a base do governo busca esse atraso para reduzir impacto político do caso, mesmo com pressão popular por apuração.
Toffoli pode fatiar inquérito do Master
O ministro Dias Toffoli, do STF, avalia dividir o inquérito do Banco Master. Parte das investigações, sobretudo aquelas sem foro privilegiado, pode ir para a Justiça Federal de primeira instância. O impasse envolve manter sob a relatoria as apurações com autoridades com prerrogativa de foro.
A estratégia, defendida por Gilmar Mendes, busca aliviar a pressão sobre o STF, segundo críticos. Juristas destacam riscos de seletividade no ritmo e no alcance das apurações, caso parte do inquérito siga para a Justiça estadual.
PT propõe proibir impulsionamento de críticas na pré-campanha
O PT apresentou ao TSE proposta para excluir das normas a prática de impulsionamento pago de conteúdos críticos a governos, durante a pré-campanha. A ideia é evitar desequilíbrio na disputa eleitoral de 2026, inclusive para a gestão de Lula, pré-candidato à reeleição.
A legenda também sugere regras sobre o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral, buscando maior transparência e controle de mensagens.
Gastos do governo Lula batem recorde em 9 anos
Em 2025, os gastos administrativos do governo federal somaram R$ 72,7 bilhões, o maior valor em nove anos, ajustado pela inflação. A despesa abrange serviços de água, energia, limpeza, aluguel, tecnologia e diárias.
Especialistas afirmam que o crescimento compromete a capacidade de investimento público em um ano eleitoral. O tema aumenta a pressão sobre as contas públicas durante o terceiro mandato de Lula.
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