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Cláudio Castro será ouvido na próxima quarta após ausência na CPI

CPI do Crime Organizado convoca Castro e secretário de Segurança para ouvir na próxima quarta, após cancelamento da sessão desta terça

Governador do RJ Cláudio Castro durante coletiva no Senado
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  • A CPI do Crime Organizado vai ouvir o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o secretário estadual de Segurança Pública, Victor dos Santos, na próxima quarta-feira.
  • A sessão desta terça foi cancelada após as ausências de Castro e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha; a presença de Ibaneis passa a ser obrigatória, conforme a decisão do presidente da CPI.
  • Castro alegou compromisso internacional de agenda oficial para justificar a ausência; Ibaneis indicou Sandro Avelar, secretário de Segurança do Distrito Federal, para representá-lo.
  • O requerimento de Alessandro Vieira sustenta que os secretários de Segurança são indispensáveis ao fornecer diagnóstico local, dados de inteligência e informações sobre investigação, sistema prisional e políticas de enfrentamento.
  • Vieira também pediu a convocação de Viviane Barci de Moraes (mulher do ministro Alexandre de Moraes), dos irmãos de Dias Toffoli, do banqueiro Daniel Vorcaro e de Augusto Ferreira Lima para depor na CPI.

A CPI do Crime Organizado deve ouvir o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o secretário estadual de Segurança Pública, Victor dos Santos, na próxima quarta-feira. A sessão foi cancelada nesta terça devido às ausências dos dois convidados, que não tinham obrigação de comparecer.

Castro justificou a ausência com um compromisso internacional de agenda oficial. Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, indicou Sandro Avelar, secretário de Segurança do DF, para representá-lo. O presidente da CPI, Fabiano Contarato, tornou obrigatória a presença de Ibaneis caso o convite recebido seja mantido.

O convite a governadores e secretários parte de requerimento do relator, senador Alessandro Vieira. Ele sustenta que a colaboração dos gestores da segurança pública é indispensável para entender a realidade local, com dados de inteligência e execução de políticas de enfrentamento ao crime.

A CPI, instalada em novembro no Senado, reúne ex-governadores, ex-ministro da Justiça e agentes de segurança pública. O foco é a atuação de milícias e facções criminosas no Brasil, com avaliação de serviços de inteligência, investigações e sistema prisional.

Além dos governadores, Vieira protocolou pedidos para ouvir outras figuras. O relator quer a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, ministro do STF, bem como ouvintes que são irmãos de Dias Toffoli. Também há interesse em ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-diretor da instituição.

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