- Flávio Bolsonaro afirmou em entrevista a um portal europeu que a alta cúpula do Judiciário brasileiro foi aparelhada por Lula por meio de indicações ao STF, citando Flávio Dino e Cristiano Zanin.
- O senador disse que Alexandre de Moraes seria um “inimigo declarado” de Jair Bolsonaro e que o advogado pessoal de Lula participou do julgamento contra o ex-presidente.
- Disse que, caso seja eleito, mudará esse cenário a partir de 2027, sustentando que Lula não voltará a governar o Brasil.
- Sobre política externa, afirmou que o Brasil terá relação mais próxima com os Estados Unidos e com países que compartilham valores democráticos e judaico-cristãos.
- Defendeu endurecimento da segurança pública, sugerindo modelo similar ao de Nayib Bukele e afirmando que detentos apoiaram Lula nas eleições (segundo ele, 90% dos presos votaram nele). Também mencionou cooperação com Israel no combate ao terrorismo.
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, concedeu entrevista a um portal europeio conservador e acusou a alta cúpula do Judiciário brasileiro de estar aparelhada pelo governo Lula, por meio de indicações ao STF. O foco foi o que ele descreveu como alinhamento entre decisões judiciárias e a defesa pessoal do ex-presidente Lula.
Segundo o senador, o governo indicou nomes ligados ao Palácio do Planalto ao STF, incluindo o ex-ministro da Justiça Flávio Dino e o advogado Cristiano Zanin, que também atuou como representante de Lula em contenciosos. A menção gerou críticas sobre suposta parcialidade no Judiciário.
A entrevista também citou o ministro Alexandre de Moraes como opositor do ex-presidente Jair Bolsonaro, sem apresentar dados novos para sustentar a afirmação. Flávio Bolsonaro afirmou que a narrativa de perseguição a Bolsonaro é narrativa central de seu bloco político.
Contexto político e institucional
O senador apontou como desdobramento esperado a partir de 2027 uma mudança no cenário institucional. A ideia é manter o tema sob observação para acompanhar o desenrolar de eventuais deslocamentos no equilíbrio entre poderes.
Política externa e segurança pública
Flávio Bolsonaro defendeu um relacionamento mais próximo com os Estados Unidos e com países que compartilham valores democráticos e judaico-cristãos. Ele destacou um tratamento pragmático na política externa e a cooperação com parceiros ocidentais.
Na área de segurança, o senador sinalizou uma postura mais dura contra o crime organizado, citando inspirações de Nayib Bukele, na El Salvador. Entre as medidas, estão repressão a criminosos perigosos e expansão de presídios de segurança máxima.
Relações regionais e combate ao terrorismo
O pré-candidato reforçou apoio a Israel e a cooperação com EUA no enfrentamento ao terrorismo. A entrevista ressaltou a presença de grupos terroristas na região da Tríplice Fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai, com impactos sobre a segurança nacional.
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