- O PSDB criticou a forma de cooptação após seis dos oito deputados da Alesp migrarem para o PSD, deixando apenas duas representantes na sigla.
- Kassab anunciou a filiação dos deputados Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Maria Lucia Amary, Mauro Bragato e Rogério Nogueira.
- O PSD passa a ter a terceira maior bancada na Alesp, com doze deputados, atrás do PL, com vinte, e do PT, com dezessete.
- O PSDB afirma que o “canibalismo” dentro da base do governador Tarcísio de Freitas atrapalha a construção de um projeto nacional de centro; o partido defende mudança de atitude.
- O cenário político envolve discussão sobre o vice-governador, com nomes como Felício Ramuth (PSD) e André do Prado (PL) cotados, enquanto Tarcísio adia a decisão.
O PSDB criticou a filiação de seis dos oito deputados estaduais da Alesp ao PSD, anunciada nesta terça (5). O movimento foi visto como desvio significativo na composição da bancada do partido em São Paulo. A migração ocorre em meio a críticas à forma de cooptação de quadros pela direção do PSD.
Para o PSDB, a ação representa um “canibalismo” dentro da base do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, que segundo o partido não contribui para um projeto nacional de Centro. A avaliação é do presidente do PSDB em São Paulo, Paulo Serra.
Kassab e os nomes envolvidos
Kassab anunciou a filiação de seis deputados tucanos ao PSD: Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari, Maria Lucia Amary, Mauro Bragato e Rogério Nogueira. Com a saída, o PSDB passa a ter apenas duas deputadas na Alesp: Bruna Furlan e Carla Morando.
O PSD, por sua vez, passa a integrar a terceira maior bancada da Casa, com 12 deputados. A sigla fica atrás apenas do PL, com 20, e do PT, com 17 membros. Antes, o PSD contava com quatro parlamentares na Assembleia.
Impactos políticos e cenário
O movimento é visto como fortalecimento da relação do PSD com o governo estadual. Kassab ocupa a Secretaria de Governo e Relações Institucionais na gestão de Tarcísio. O PSD também é base do governo federal, com ministérios no governo Lula.
Em relação a eleições, a direção tucana sinaliza reconstrução do partido com novos quadros e atuação voltada a um centro político. Paulo Serra afirmou que é necessário mudar atitudes para ampliar representatividade.
Outras especulações e cenários
A filiação ocorre em meio a rumores sobre a vice pela chapa de Tarcísio. Felicio Ramuth (PSD) e André do Prado (PL) são citados como possíveis opções, sem definição até o momento. Tarcísio tem dito que a escolha será feita com calma.
Kassab já foi apontado como possível vice na reeleição, mas, segundo informações, o governador teria se irritado com a postura do dirigente. O tema segue em análise interna, sem confirmação pública.
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