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Arrasto de agente do ICE pode revelar evidências no tiroteio de Renee Good

Caso do agente do ICE pode revelar novas evidências sobre a morte de Renee Good, após pedido de acesso a arquivos de investigação e treinamentos do agente

MINNEAPOLIS MINNESOTA FEBRUARY 01 Snow falls as people visit a memorial dedicated to Renee Good on February 01 2026 in...
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  • Roberto Carlos Muñoz-Guatemala foi condenado em dez de dezembro por agressão a um oficial federal com arma perigosa e lesões corporais.
  • Os advogados dele solicitaram a um juiz federal de Minnesota que determine a entrega de arquivos investigativos e de treinamento do agente do ICE Jonathan Ross, que matou Renee Nicole Good no dia sete de janeiro.
  • A defesa argumenta que, mesmo que não haja direito a novo julgamento, existem fatores atenuantes que poderiam influenciar a sentença ou justificar resistência à abordagem policial.
  • A investigação sobre a morte de Good segue com detalhes retidos pelo governo; Ross, o oficial envolvido, também ficou ferido em um incidente anterior em que Muñoz-Guatemala o arrastou com o carro.
  • Autoridades ainda não se posicionaram sobre as solicitações de arquivo; Ross está em licença administrativa e não houve acusações criminais, conforme o Departamento de Justiça.

O caso envolve Roberto Carlos Muñoz-Guatemala, condenado em dezembro por agressão a um oficial da Imigração e Alfândega (ICE) chamado Jonathan Ross. Muñoz-Guatemala busca acesso a arquivos de investigação ligados à morte de Renee Nicole Good, ocorrida em Minneapolis, em 7 de janeiro, durante a operação Metro Surge, para avaliar possíveis fatores atenuantes.

Os advogados do condenado apresentaram nesta sexta-feira ao juiz federal de Minnesota um pedido para que promotores entreguem registros de treinamento e arquivos investigativos sobre Ross. A defesa argumenta que tais documentos podem influir em eventuais fatores que afetam a sentença.

Muñoz-Guatemala foi condenado por agressão contra um agente federal com uso de arma perigosa e por causar ferimentos corporais. Segundo as acusações, agentes da ICE tentavam interceptar Muñoz-Guatemala em um veículo com mandado administrativo, quando ele acelerou o carro e Ross foi arrastado por cerca de 100 metros.

Ross, segundo testemunho, quebrou a janela traseira do veículo com uma ferramenta e alertou que o motorista foi arrastado durante o esforço de retirada. Muñoz-Guatemala relatou ter ligado para o 911 para relatar que havia sido vítima de agressão, após o ocorrido.

Ação legal em andamento

As defensorias argumentam que, mesmo que a nova evidência não garanta novo julgamento, pode haver fatores mitigadores relevantes para a duração da pena, como conduta de Ross ou histórico de táticas utilizadas. A defesa visa esclarecer se houve uso excessivo de força ou conduta arriscada por parte do agente.

Procuradores ainda não responderam aos pedidos. Autoridades administrativas não comentaram publicamente o status atual de Ross ou de revisões internas. Ross permanece em licença administrativa desde o tiroteio de janeiro, prática comum após uso fatal de força.

O governo não confirmou novas informações sobre o caso Good. A Justiça Federal avalia se as informações solicitadas devem ficar sob sigilo ou serem disponibilizadas para a defesa, sem que haja divulgação pública antecipada.

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