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Starmer é acusado de hipocrisia por cortes ao World Food Programme

Críticos acusam hipocrisia de Starmer enquanto Reino Unido reduz financiamento ao Programa Mundial de Alimentação em um terço, alegando risco de mortes

Displaced Palestinians, including children, receive flour and food packages distributed by the United Nations World Food Programme.
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  • Keir Starmer é acusado de hipocrisia após cortar financiamento ao Programa Alimentar Mundial (WFP) em um terço, apesar de prometer enfrentar sofrimento e fome.
  • O financiamento do Reino Unido ao WFP caiu de US$ 610 milhões em 2024 para US$ 435 milhões no ano anterior, em meio a cortes mais amplos em ajuda internacional.
  • O governo também deixou de fazer novos aportes, mesmo após sediar, no ano passado, uma conferência sobre fome e desnutrição no Afeganistão.
  • O Reino Unido continua sendo o quinto maior doador do WFP, mas diminuiu o compromisso de gasto em desenvolvimento de 0,7% para 0,5% do PIB.
  • Além disso, parte do orçamento de ajuda será usado para acolher requerentes de asilo no Reino Unido; o Home Office estima usar £ 2,2 bilhões neste ano em custos de hotéis, com promessas adicionais de ajuda para Gaza.

Keir Starmer é alvo de críticas por suposta hipocrisia após reduzir em um terço o financiamento à World Food Programme (WFP), apesar de prometer enfrentar sofrimento e fome. O recuo de verbas acontece num contexto de cortes mais amplos em ajuda externa e geração de pressão sobre a atuação humanitária britânica.

Entre 2024 e o ano passado, o aporte do Reino Unido à WFP caiu de US$ 610 milhões (cerca de £448 milhões) para US$ 435 milhões. Segundo ativistas, a medida aumenta o risco de mortes entre populations vulneráveis e se soma a outras reduções orçamentárias em assistência internacional.

Além da queda de recursos para a WFP, o governo não fez novas promessas financeiras, mesmo após sediar, no ano anterior, uma conferência de dois dias sobre fome e desnutrição no Afeganistão. O Reino Unido continua entre os maiores doadores à agência.

Contexto e reações

Michael Bates, ex-ministro conservador de ajuda no Parlamento, descreveu as mudanças como desproporcionais e afirmou que cortes ampliam a fome em várias regiões, incluindo Europa e EUA. Ele atribuiu responsabilidade de proteger vidas à comunidade internacional.

O governo informou que o Reino Unido mantém-se como quinto maior contribuinte à WFP e destacou que o orçamento de ajuda foi ajustado para priorizar defesa e segurança, mantendo, segundo o Executivo, o suporte humanitário relativamente protegido. O premiê anunciou, em outubro, mais £20 milhões para água, saneamento e higiene em Gaza, além de £74 milhões já comprometidos.

Panorama global

Organizações internacionais apontam tendência de queda na ajuda externa: a OCDE estima recuo global de 9% em 2024, com variações entre 9% e 17% em 2025. Em paralelo, parte do orçamento de ajuda do Reino Unido tem sido destinada a abrigar requerentes de asilo já no país, com o Home Office estimando gastos de £2,2 bilhões em hotéis neste exercício fiscal.

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