- Flávio Bolsonaro apresentou propostas de segurança pública com endurecimento das leis penais, fim das saídas temporárias de presos e retomada do controle estatal sobre presídios e áreas dominadas por facções.
- Em entrevista, citou El Salvador como referência e defendeu que o Estado recupere territórios sob domínio do tráfico e milícias.
- Também mencionou medidas para a economia, defendendo maior autonomia do país, melhoria da infraestrutura, energia barata e exploração responsável de recursos naturais, incluindo a Margem Equatorial.
- Propôs um marco legal estável para ferrovias, portos e geração de energia, além da atração de capital privado e desburocratização para abrir empresas.
- Sobre governo e Legislativo, afirmou que formará uma equipe técnica alinhada ao governo e buscará maioria no Congresso para viabilizar reformas estruturais.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma série de propostas centradas na segurança pública, em uma entrevista neste domingo (8) ao canal Estúdio 5° Elemento. O objetivo é endurecer leis penais, acabar com saídas temporárias de presos e retomar o controle estatal de presídios e áreas sob domínio de facções. A fala reforça a ideia de recuperação da autoridade do Estado.
Além de apresentar medidas de ordem penal, Flávio defendeu que o Brasil adote políticas inspiradas em modelos de outros países para enfrentar o crime organizado. Ele também destacou a necessidade de recalibrar a relação do Estado com territórios hoje dominados por tráfico e milícias, buscando maior presença governamental.
No aspecto econômico, o pré-candidato enfatizou a redução da dependência externa e o fortalecimento da infraestrutura como alicerce para o crescimento. Atração de capital privado para ferrovias e portos, por meio de modelos regulatórios, também foi mencionada, com foco em energia limpa para exportação.
Segurança pública e políticas de Estado
Flávio afirmou que a polarização dificulta a governabilidade e defendeu medidas de pacificação nacional, incluindo anistias para avançar reformas estruturais. Ele ressaltou a importância de encerrar o confronto político para facilitar mudanças no ambiente institucional.
Na área ambiental, o senador sustentou que a exploração de recursos, inclusive petróleo na Margem Equatorial, pode ocorrer de forma sustentável. Criticou entraves considerados ideológicos em licenciamento, defendendo maior segurança jurídica para investimentos.
O político destacou ainda que decisões judiciais que paralisam obras de infraestrutura prejudicam o planejamento e a atração de investimentos. Propôs um marco legal que ofereça regras claras para projetos estratégicos, como ferrovias, portos e geração de energia.
Estatais, composição de governo e Legislativo
Sobre estatais, Flávio afirmou que companhias estratégicas devem manter função social e econômica, rejeitando privatizações amplas em áreas sensíveis à soberania. Defendeu que haja equilíbrio entre eficiência e proteção.
Ao falar de governo, o senador disse que, se chegar ao Planalto, formaria uma equipe técnica alinhada às diretrizes do governo para evitar resistências internas. Criticou disputas burocráticas entre servidores e gestores.
Quanto ao Legislativo, afirmou que a prioridade é construir base sólida já no início do mandato, com maioria na Câmara e no Senado. O objetivo é viabilizar reformas estruturais e alterações constitucionais, alinhando Executivo e Legislativo.
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